Share, , Google Plus, Pinterest,

Imprimir

Posted in:

Como a Fisioterapia pode ajudar nas Principais Patologias do Joelho?

Como a Fisioterapia pode ajudar nas Principais Patologias do Joelho?
Gostou? Avalie!

Antes de mostrarmos as Principais Patologias do Joelho, precisamos entender como funciona essa articulação. Vamos lá?

O joelho é a maior e a mais solicitada articulação do corpo humano, formada pelos ossos fêmur, tíbia, rótula e patela, ossos esses acoplados por estruturas de suporte e estabilização como ligamentos, cápsula articular, menisco e músculos.

Devido à configuração das superfícies articulares, sua resistência é dependente de ligamentos que estabelecem a ligação entre o fêmur e à tíbia, sendo o ligamento cruzado anterior o mais importante nesse quesito.

Por ser uma articulação de elevada solicitação mecânica que é submetido pela sua função de suporte, um grande número de lesões pode ocorrer, como rompimentos totais e parciais de ligamentos, fissuras, lesões meniscais, lesões degenerativas, fraturas ósseas e etc.

Anatomia do Joelho

Os ossos que constituem a articulação do joelho são o fêmur (na região distal) com seus 2 côndilos, a tíbia (na região proximal) com seus 2 platôs tibiais e um grande osso sesamoide localizado dentro do músculo quadríceps femoral, a patela.

O joelho é uma articulação complexa em termos anatômicos e biomecânicos.

Articulações

Uma cápsula articular frouxa envolve duas articulações:

  1. Tibiofemoral
  2. Patelofemoral

Os recessos da cápsula é que formam as bursas suprapatelar, subpoplítea e a bursa do músculo gastrocnêmio.

1) Articulação Tibiofemoral

Articulação biaxial do tipo dobradiça modificada, com 2 meniscos interpostos suportados por ligamentos e músculos.

A estabilidade anteroposterior é dada pelos ligamentos cruzados, a estabilidade mediolateral é dada, respectivamente, pelos ligamentos colaterais medial (tíbia) e lateral (fibular).

A parte convexa é composta por 2 côndilos assimétricos. O côndilo medial é mais longo que o lateral, para que haja o mecanismo de travamento do joelho. Já a parte convexa é composta por 2 platôs tibiais, cada um com seu menisco. O platô medial é mais largo que o platô lateral.

Os meniscos auxiliam a congruência das superfícies articulares. Os ligamentos coronários ligam os meniscos aos seus respetivos côndilos e à cápsula. Já o ligamento transverso realiza o ligamento de um menisco ao outro.

O menisco medial fica inserido de forma firme na cápsula articular, no ligamento colateral medial, nos ligamentos cruzados e no músculo semimembranáceo. O menisco lateral fica inserido no ligamento cruzado posterior e no tendão do músculo poplíteo.

2) Articulação Patelofemoral

A patela é um osso sesamoide, localizado dentro do tendão do músculo quadríceps femoral.

Ela se articula com a fossa intercondilar na face anterior da porção distal do fêmur, ficando embebida na porção anterior da cápsula articular, se ligando à tíbia através do ligamento patelar, com muitas bursas ao redor.

A função da patela é aumentar o braço de alavanca do momento de força do músculo quadríceps femoral ao estender o joelho. Ela também redireciona as forças exercidas pelo músculo quadríceps.

Toda a superfície da patela é coberta de cartilagem hialina lisa.

Músculos

O grupo muscular do quadríceps femoral é o único que cruza anteriormente o eixo do joelho, sendo o mobilizador primário para o movimento de extensão do joelho.

Os outros músculos que podem estender o joelho exigem que o pé esteja fixo, em um movimento de cadeia cinética fechada. Nessa situação, os músculos isquiotibiais e o sóleo podem produzir ou controlar a extensão do joelho, tracionando a tíbia para trás.

Os músculos isquiotibiais são os flexores primários do joelho, trabalhando também na rotação da tíbia sobre o fêmur. Esses músculos são biarticulares e por isso se contraem com mais eficiência quando são simultaneamente alongados sobre o quadril enquanto flexionam o joelho.

Em cadeia cinética fechada, com apoio de peso, os músculos isquiotibiais podem auxiliar na extensão do joelho ao tracionar a tíbia.

O gastrocnêmio pode também funcionar como flexor do joelho, porém sua função primária para o joelho durante o apoio de peso é suportar a cápsula posterior contra as forças de hiperextensão.

O músculo poplíteo suporta a cápsula posterior e age no destravamento do joelho.

O grupo muscular da pata de ganso (sartório, grácil, semitendíneo) proporciona estabilidade media ao joelho, afetando a rotação da tíbia em cadeia fechada.

A seguir vamos conferir as principais patologias do joelho, sintomas, causas e formas de tratamento. Vamos lá?

Principais Patologias do Joelho

1) Osteoartrose/Osteoartrite

Fonte: https://www.hong.com.br/osteoartrose-mitos-e-verdades/

Uma das Principais Patologias do Joelho, é a osteoartrose, uma doença reumática, degenerativa, crônica, de origem multifatorial de causa não conhecida.

A doença também é conhecida como osteoartrite, artrite deformante ou doença articular degenerativa, afetando as funcionalidades nas atividades de vida diária pela dor e pela perda de mobilidade, reduzindo a qualidade de vida.

A articulação do joelho é a estrutura mais afetada.

É a forma mais comum de comprometimento das articulações diartrodiais, que acometem pessoas idosas com alterações na cartilagem decorrentes da idade e também pelo desgaste articular presente nessa fase da vida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a osteoartrose é a 4ª causa mais importante de incapacidade entre as mulheres e a 8ª entre os homens.

Das patologias reumáticas, a osteoartrose é a mais habitual, que acomete aproximadamente um quinto da população mundial e cerca de 50% dos idosos acima dos 60 anos. Na população com mais de 75 anos essa porcentagem aumenta para 80%.

A osteoartrose representa de 30% a 40% das consultas em ambulatórios especializados em doenças osteo-musculares-articulares sendo que no Brasil, a doença é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho e a quarta causa de aposentadoria.

A doença é progressiva e pode afetar consideravelmente a qualidade de vida, mas não é uma afecção que apresente risco de morte, mesmo apresentando sintomas agressivos no aparelho locomotor.

Sintomas e Causas

O sintoma mais frequente de uma das Principais Patologias do Joelho é a dor, porém cerca de 40% das pessoas com alterações radiográficas não se queixam de dor.

Os indivíduos ainda apresentam uma redução da força muscular do quadríceps, que ocorre pela perda seletiva dessas fibras que decorrem do processo fisiológico do envelhecimento. Essas características podem ou não estar associadas à atrofia muscular, dor, edema ou bloqueio articular.

A causa, patogenia e progressão da osteoartrose ainda não está totalmente compreendida, porém sabe-se que a alteração patológica fundamental do mecanismo da doença se constitui no fato de desestabilizar o acoplamento entre a degradação e a síntese da cartilagem articular.

Isso acomete toda a articulação em que os tecidos estão envolvidos, como o osso subcondral, sinóvia, disco intra-articular, ligamentos e a própria cartilagem.

Podem existir ainda modificações morfológicas, bioquímica, moleculares, biomecânicas das células e matriz cartilaginosa, que leva ao amolecimento, fibrilação e perda da cartilagem articular.

A osteoartrose pode ser classificada em:

  1. Primária
  2. Idiopática

É o tipo mais comum, não possuindo etiologia definida ou causa predisponente.

Secundária

A osteoartrose do tipo secundária, mesmo tendo fatores predisponentes, tem surgimento patologia indistinguível da osteoartrose primária, ocorrendo por diversos motivos como:

  • Condições Metabólicas
  • Fatores Anatômicos
  • Alteração do Comprimento dos Membros
  • Valgismo
  • Eventos Traumáticos
  • Trauma Articular
  • Pós-Cirúrgico Articular
  • Desordens Inflamatórias
  • Artrise-Séptica
  • Espondilite Anquilosante

2) Síndrome do Trato Iliotibial

Fonte: https://www.hong.com.br/sindrome-trato-iliotibial-ou-joelho-do-corredor/

A Síndrome do Trato Iliotibial é uma das Principais Patologias do Joelho que causa afecção por um processo inflamatório na porção distal do trato iliotibial, em decorrência de um atrito entre ela e o epicôndilo lateral do fêmur.

Esse atrito ocorre durante movimentos repetitivos de flexo-extensão do joelho, sendo um tipo de lesão overuse.

De forma menos frequente pode ocorrer por causa de um trauma direto. Está geralmente relacionada com esportes como a corrida e o ciclismo

Sintomas e Causas

Os sintomas são insidiosos e progressivos, começando inicialmente como uma dor na face lateral do joelho durante a realização de atividade física. A dor pode irradiar para a coxa ou para a perna.

A dor aumenta de intensidade e pode se manifestar mesmo em repouso caso o problema não seja tratado.

A explicação tradicional para o aparecimento da síndrome do trato iliotibial inclui uma combinação de fatores extrínsecos, como erro de técnicas de treinamento e corridas em declives, e fatores intrínsecos, como trato iliotibial encurtado e biomecânica anormal do pé.

Isso causaria um atrito excessivo do trato iliotibial sobre o epicôndilo lateral do fêmur durante as atividades esportivas, causando dor e inflamação das estruturas, onde o corpo não tem tempo suficiente para reparar esse tecido lesado.

Isso leva a uma maior irritação da lesão, que em teoria, alarga a área de impacto e aumentaria o risco de complicações.

Os possíveis fatores causadores da síndrome do trato iliotibial citados na literatura incluem relação entre:

  • Largura e Inclinação da Pelve
  • Comprimento do Fêmur
  • Valgismo Exagerado
  • Diferença de Membros
  • Relação Demanda/Capacidade
  • Prática Esportiva
  • Alterações na Marcha
  • Fraqueza Muscular
  • Entre Outras

3) Entorse de Joelho

Fonte: http://www.runco.com.br/especialidades/lesoes-ligamentares/

A terceira das Principais Patologias do Joelho é entorse de joelho e ocorre quando há uma ruptura dos ligamentos da articulação do joelho.

Os ligamentos cruzados, principalmente o anterior, são os mais propensos a sofrer estiramento e ruptura, porém os ligamentos colaterais também podem ser lesionados.

Sintomas e Causas

As lesões no ligamento são diferenciadas em graus de entorse e os sintomas variam de acordo com esse grau:

  • Grau I – Há certo alongamento e separação das fibras do ligamento, com instabilidade mínima da articulação. Pode ocorrer dor leve a moderada, edema localizado e rigidez articular.
  • Grau II – Certa ruptura e separação das fibras do ligamento, com moderada instabilidade articular. Pode ocorrer dor de moderada a forte, edema e rigidez articular.
  • Grau III – Ocorre ruptura total do ligamento, levando à instabilidade da articulação podendo até resultar em subluxação. No início pode ocorrer dor forte, seguida de pouca ou nenhuma dor por causa do rompimento total das fibras nervosas. O edema pode ser grande e a articulação tende a ficar rígida algumas horas após a lesão. Alguns casos podem apresentar grande instabilidade articular, que exige reparação cirúrgica.

Existem várias causas que podem causar lesão ligamentar do joelho, como a desaceleração súbita de direção com o pé fixado, força excessiva aplicada nas regiões lateral e medial do joelho e etc.

As entorses de joelho são comuns em esportes de contato como rúgbi, futebol americano, basquete e futebol.

4) Lesão do Menisco

As lesões meniscais podem ser classificadas de acordo com sua localização ou com o padrão da lesão. Em relação à localização, é possível classificar em:

  • No corno anterior, corpo ou corno posterior.
  • Nas regiões branca-branca, branca-vermelha ou vermelha-vermelha.

Já em relação ao padrão da lesão, é possível classificar em:

  • Vertical – apresentam traço de orientação da borda superior para a inferior.
  • Longitudinal – estão comumente associadas às lesões do ligamento cruzado anterior, ocorrendo geralmente na parte periférica do menisco.
  • Em Alça de Balde – são uma variante das lesões longitudinais, porém, por causa de sua extensão, a borda rota pode acabar se deslocando para a região intercondilar.
  • Radial – implica perda da capacidade do menisco de distribuir a carga axial. Em indivíduos jovens, esse tipo de lesão pode ocorrer em qualquer local do menisco, mas em idosos, essa lesão ocorre na transição entre o corno posterior e o corpo do menisco medial.
  • Horizontal – apresenta uma clivagem no menisco, dividindo-o em duas porções ou criando um fragmento instável.
  • Complexa ou Degenerativa.

Em relação à estabilidade a lesão, são consideradas estáveis as lesões que apresentam deslocamentos inferiores a 3mm ou que não atingem a espessura total do menisco.

Sintomas e Causas

O quadro clínico típico da lesão de menisco se apresenta com dor que se inicia após uma entorse de joelho. Nos idosos as lesões podem aparecer sem um trauma significativo.

Logo após a entorse de joelho pode haver um derrame articular associado, que corresponde a uma hermartrose ou derrame articular decorrente de transudato inflamatório.

Em pacientes com lesão do menisco é frequente se observar episódios de derrame articular de repetição.

A dor relacionada à lesão do menisco consiste em um tipo de dor localizada na interlinha articular, que piora na realização de flexão de joelho com descarga de peso, como agachar.

Também é comum o indivíduo apresentar sensação de travamento do joelho. Além disso, é possível que o indivíduo tenha estalidos, crepitações e sensação de falseio, sendo que essa última queixa é muito frequente nas lesões de alça de balde.

A 4ª das Principais Patologias do Joelho pode ocorrer:

  • Como parte de um trauma rotacional ou por flexão.
  • Como evolução do processo degenerativo da articulação.
  • Como uma lesão espontânea, decorrente da falência estrutural progressiva, sem relação com trauma ou processo degenerativo.

5) Condromalacia Patelar

A última das Principais Patologias do Joelho é a Condromalacia Patelar.

O termo condromalacia deve ser utilizado estritamente para descrever alterações na cartilagem patelar. Existem dois grandes grupos que apresentam condromalacia:

  1. Um relacionado ao envelhecimento da articulação, que leva a alterações na cartilagem como amolecimento e fibrilações sem serem sintomáticas.
  2. E o relacionado a problemas femoropatelares, como mau alinhamento, que pode causar dor por outros fatores, como hiperpressão localizada.

O termo condromalacia então descreve as alterações patológicas da cartilagem que estão presentes em diversas síndromes da articulação femoropatelar, não sendo por si só uma entidade nosológica.

A doença também pode ser designada como síndrome dolorosa patelofemoral.

A condromalacia apresenta uma progressão que vai apenas do amolecimento da cartilagem, fissuras e fibrilações da superfície até a exposição do osso subcondral. Possui uma alta incidência, principalmente no sexo feminino, aumentando com o passar da idade.

Sintomas e Causas

O indivíduo com condromalacia apresentam dor na face anterior do joelho durante e após a realização de atividades físicas, principalmente as atividades que exigem movimento repetido de flexão de joelho, como a corrida, a subida e descida de escadas e o agachamento.

As causas da condromalacia incluem:

  • Instabilidade
  • Trauma Direto
  • Fratura
  • Subluxação Patelar
  • Aumento do Ângulo do Quadríceps (Ângulo Q)
  • Músculo Vasto Medial Ineficiente
  • Mau Alinhamento Pós-Traumático
  • Síndrome da Pressão Lateral Excessiva
  • Lesão do Ligamento Cruzado Posterior

Dois tipos de alterações podem ocorrer na gênese da condromalacia patelar:

  1. Degeneração Superficial dependente da Idade (pessoas de meia-idade e idosos)
  2. Degeneração Basal (adolescentes)

Em pacientes jovens, caso as lesões de cartilagem não forem diagnosticadas e tratadas, podem resultar em osteoartrose prematura.

Consequências das Principais Patologias do Joelho

Os desarranjos internos que podem acometer a articulação do joelho são inúmeros, podendo causar dor e dificuldades na realização de atividades de vida profissional e vida diária.

Doenças como a osteoartrose de joelho, por exemplo, podem causar afastamento do trabalho e levar até a aposentadoria por invalidez, sendo considerada uma das 10 condições mais incapacitantes nos países desenvolvidos.

As Principais Patologias do Joelho podem trazer inúmeras implicações não só a nível individual, como a presença da dor, diminuição de funcionalidade e a restrição de participação em diversas atividades, como também a nível social e econômico, o que pode diminuir drasticamente a qualidade de vida do indivíduo.

Como a Fisioterapia pode ajudar no Tratamento das Principais Patologias do Joelho?

Existem vários tipos de exercícios terapêuticos usados pela fisioterapia como mobilização passiva e ativa, alongamentos, exercícios isométricos, isotônicos entre outros para auxiliar nas Principais Patologias do Joelho.

Diversos estudos demonstram grande eficácia dos exercícios terapêuticos.

Os exercícios de fortalecimento muscular realizados na fisioterapia tem muita importância, pois a fraqueza dos músculos que envolvem a articulação do joelho pode contribuir para a incapacidade do paciente.

Já os exercícios para manutenção e aumento da mobilidade articular são importantes, principalmente para os pacientes com osteoartrose, já que a perda de amplitude de movimento causa encurtamento, contratura muscular e estruturas capsulares, que também pode dificultar a funcionalidade.

Diferentes Técnicas

Várias são as técnicas e recursos físicos utilizados na fisioterapia para reabilitação das Principais Patologias do Joelho:

1) Crioterapia

Na crioterapia são utilizados recursos de baixas temperaturas:

  • Água Gelada
  • Compressas Frias
  • Compressas de Gelo

Os efeitos fisiológicos gerados pela diminuição de temperatura são utilizados para alcançar determinados objetivos terapêuticos.

O frio é muito indicado em casos de dor, inflamação e espasmos musculares. É um grande agente analgésico, atuando diretamente nas terminações nervosas ao diminuir a velocidade de condução nervosa e por estimulação competitiva nas fibras amielínicas.

Na inflamação o frio reduz a hiperemia e o edema por causa de sua ação vasoconstritora.

Já na musculatura, o frio reduz a velocidade de disparo das fibras IA do fuso muscular, o que diminui o espasmo muscular.

Deve ser usado principalmente em lesões agudas, mas também pode ser utilizado nas lesões sub-agudas e crônicas.

2) Termoterapia

Técnica onde são utilizados recursos de calor:

  • Água Quente
  • Compressa de Água Quente
  • Infra-Vermelho
  • Ultrassom

Nessa técnica, os efeitos fisiológicos do calor é que são utilizados. O calor também alivia a dor, aumenta a extensibilidade do tecido colágeno e diminui a rigidez articular.

Nas lesões agudas o calor pode exacerbar a inflamação e por isso ele não deve ser utilizado nas fases iniciais.

O calor é indicado para lesões sub-agudas e crônicas.

3) Eletroterapia

Técnica que utiliza correntes elétricas de baixa intensidade, através de eletrodos que enviam as correntes do aparelho para o corpo.

A eletroterapia é principalmente utilizada para diminuir a dor e a inflamação. Também pode ser utilizada para auxiliar no fortalecimento muscular.

Os aparelhos mais utilizados são o TENS e Corrente Interferencial.

4) Exercícios Isométricos

Recomendados inicialmente, na fase aguda, por serem bem tolerados pelos pacientes e por ser mínima a possibilidade de causarem inflamação.

Nesse tipo de exercício a elevação da pressão intra-articular é pequena, assim como também é pequena a destruição do osso subcondral em relação a outros exercícios, ideais para as fases agudas de patologias degenerativas (como a osteoartrose).

5) Exercícios Isotônicos

Os exercícios isotônicos podem ser utilizados após o controle da dor e da inflamação.

Os isotônicos são superiores aos isométricos em relação ao ganho de força, endurance, capacidade aeróbica e habilidade funcional.

6) Bandagem Funcional

Técnica que pode ser utilizada tanto em disfunções musculoesqueléticas agudas quando crônicas, de fácil aplicação, que pode ser utilizada tanto em jovens quanto em pessoas de mais idade.

A bandagem funcional pode atuar como adjuvante no tratamento fisioterápico ou na prevenção de lesões.

A bandagem pode reduzir a tensão no tecido mole ao redor do joelho inflamado, melhora o conhecimento do paciente na posição do corpo (propriocepção), melhora o torque do quadríceps e ajuda a controlar o movimento.

A ordem de colocação das faixas deve obedecer ao objetivo do tratamento.

Benefícios do Tratamento para as Principais Patologias do Joelho

Os exercícios terapêuticos para as Principais Patologias do Joelho são o principal recurso utilizado na fisioterapia para recuperar a força muscular e a mobilidade articular. A grande variedade de exercícios possibilita a manutenção da mobilidade articular, o alongamento, diminuir e evitar contraturas.

Esses exercícios, quando utilizado com outros recursos fisioterápicos (como o ultrassom, laser, gelo e etc) podem auxiliar no controle da dor e da inflamação, principalmente durante a fase crônica.

A fisioterapia beneficia o paciente com patologias do joelho a recuperar sua funcionalidade e sua qualidade de vida.

Conclusão

A articulação do joelho é a mais solicitada do corpo humano, e justo por isso tem maior propensão a sofrer inúmeras lesões.

As tendinites e lesões ligamentares são bem comuns em indivíduos que utilizam a articulação intensamente, como nos esportes.

Já as lesões degenerativas são mais comuns e acontecem com frequência em idosos, podem ser incapacitantes e diminuem muito a qualidade de vida dos indivíduos que possuem esse tipo de lesão.

A fisioterapia é um recurso muito eficaz no processo de reabilitação das Principais Patologias do Joelho, sendo a melhor opção de tratamento conservador.

Os exercícios terapêuticos são o principal recurso da fisioterapia para recuperar a força muscular, manter a mobilidade articular e melhorar as contraturas.

Quando utilizados junto com os recursos terapêuticos (gelo, calor, ultrassom e etc.) são também muito eficazes na diminuição da dor e da inflamação.

E você, já tratou alguma dessas Principais Patologias do Joelho? Conta pra gente nos comentários!

Bibliografia
  1. FILHO, T.E.P.B; CAMARGO, O.P; CAMANHO, G.L. Clínica Ortopédica – Volumes 1 e 2. 1ªed. São Paulo: Manole, 2012. 2141p.
  2. KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 6ªed. São Paulo: Manole, 2016. 961p.Ele
  3. ALMEIDA, F.J.F. Efeito de dois tratamentos fisioterapêuticos em mulheres idosas com osteoartrose de joelho. 105 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Materno-Infantil) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís. 2010.
  4. TAVARES, G.M.S et al. Condromalácia patelar: análise de quatro testes clínicos. ConScientiae Saúde, São Paulo, 10, n. 1, p. 77-82, 2011.
  5. OLIVEIRA, F.S.B. Método Pilates no tratamento da condromalacia patelar. Disponível em: < http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/33/177_-_MYtodo_Pilates_no_tratamento_de_condromalYcia_Patelar..pdf> Acesso: 27/11/2018.
  6. ALMEIDA, F.J.F. Principais Alterações Biomecânicas Relacionadas à Síndrome da Banda Iliotibial. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Fisioterapia em Ortopedia) – Universidade Federal do Minas Gerais, Belo Horizonte. 2015.
  7. MÓ, C. R et al. Avaliação dos torques isométricos do quadril e joelho em atletas de corrida de aventura que apresentam síndrome do trato iliotibial. Disponível em: < https://www.researchgate.net/profile/Luis_Mochizuki/publication/265924630_AVALIACAO_DOS_TORQUES_ISOMETRICOS_DO_QUADRIL_E_JOELHO_EM_ATLETAS_DE_CORRIDA_DE_AVENTURA_QUE_APRESENTAM_SINDROME_DO_TRATO_ILIOTIBIAL/links/54acc52d0cf2479c2ee8534f/AVALIACAO-DOS-TORQUES-ISOMETRICOS-DO-QUADRIL-E-JOELHO-EM-ATLETAS-DE-CORRIDA-DE-AVENTURA-QUE-APRESENTAM-SINDROME-DO-TRATO-ILIOTIBIAL.pdf> Acesso: 27/11/2018
  8. CAMANHO, G.L. Lesão Meniscal por Fadiga. Acta Ortopédica Brasileira, São Paulo, 17, n. 1, p. 31-34, 2009.
  9. OLIVEIRA, J.M.M. Reabilitação Funcional dos Doentes Submetidos a Prótese Total do Joelho: Revisão Sistemática de Literatura. 72 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem de Reabilitação) – Escola Superior de Saúde de Viseu, Viseu. 2012.
  10. MARQUES, A.P; KONDO, A. A fisioterapia na osteoartrose: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, 38, n. 2, p. 83-90, 1998.
  11. CRUZ, T.M. Efeito das bandagens funcionais como recurso no tratamento da gonartrose: revisão bibliográfica. Disponível em: < http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/32/24_-_Efeito_das_bandagens_funcionais_como_recurso_no_tratamento_da_gonartrose_revisYo_bibliogrYfica.pdf> Acesso: 28/11/2018
  12. MOREIRA, B.S. Entorse do ligamento cruzado anterior e as fases da reabilitação. Cadernos Unisuam, Rio de Janeiro, 3, n. 1, p. 136-153, 2013.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *