Junte-se a mais de 150.000 pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade!

Qual o seu melhor email?

Se você já aprendeu o que é a abordam articulação por articulação no texto que publicamos sobre o assunto, agora chegou a hora de saber como usar a abordagem articulação por articulação na prática. Vamos lá?

Sempre que falamos que o corpo deve ser avaliado como um organismo global e interconectado, você deve pensar em três conceitos:

  • Fáscia;
  • Cadeias musculares;
  • Abordagem articulação por articulação;

Perceba que eles estão muito relacionados. A ideia de fáscia, ou seja, de que existe um tecido conjuntivo conectando todo o organismo, tem tudo a ver com cadeias musculares. Isso porque é a tensão fascial que transmite os desequilíbrios de um músculo a outro através da cadeia.

Mas será que essas duas ideias podem ser relacionadas com a abordagem articulação por articulação? E, em caso positivo, como usar a abordagem articulação por articulação para corrigir compensações? Continue lendo para descobrir!

Como usar a abordagem articulação por articulação?

Para refrescar sua memória, vamos retomar o que é essa abordagem. Ela foi desenvolvida por Gray Cook e Michael Boyle e nela trabalhamos com as articulações como se fossem uma pilha de estruturas conectadas.

Nesse contexto, temos que um desequilíbrio em uma das articulações é capaz de influenciar as que estão diretamente acima ou abaixo dela, que por sua vez impacta a articulação mais próxima e assim por diante. Ao usar a abordagem articulação por articulação, consideramos que cada articulação tem uma necessidade primária.

Para conseguir utilizar esse conceito nas suas avaliações e tratamentos é necessário entender que:

  • As articulações alternam suas necessidades primárias; por isso, um local com necessidade de mobilidade será seguido de outro com necessidade de estabilidade;
  • O desequilíbrio em uma articulação altera a que está imediatamente acima ou abaixo dela;

A partir daí, podemos perceber que geralmente é isso que causa a dor nos nossos pacientes. Quando uma articulação que deveria ser móvel fica rígida, por exemplo, ela força mobilidade na seguinte. E sim, é importante que o nosso corpo tenha mobilidade física. Apesar disso, caso essa não seja a função original da articulação, ela ficará fica dolorida ao ser desviada. 

Bom, agora que você lembra do principal, vamos ao que importa: como usar a abordagem articulação por articulação na prática?

Como usar a abordagem articulação por articulação para as necessidades primárias das articulações?

Certo, agora que você entendeu do que se trata essa abordagem, vamos começar a descobrir como usar a abordagem articulação por articulação na prática. E fica a dica: ela é bem mais simples do que parece.

Para isso, comece pensando que as compensações do corpo nunca ficam contidas somente numa região. Por exemplo: um quadril imóvel força o joelho e a lombar (que estão próximos e ele) a exagerar seus movimentos.

Essa situação acontece com diversas articulações, causando dor. Essa dor, por sua vez, é a origem do desvio da função de cada estrutura no corpo.

A partir daí, torna-se essencial saber como usar a abordagem articulação por articulação. Por isso, pensemos no seguinte: articulações com necessidade primária de mobilidade em geral têm estruturas estabilizadoras mais fortes.

O tornozelo, por exemplo, possui ligamentos que o auxiliam a manter sua estabilidade. Por isso, ele está preparado para movimentos em amplitudes maiores sem risco de lesão. Ao menos é isso que aconteceria num tornozelo com seu funcionamento fisiológico mantido.

Apesar disso, quando o desequilíbrio acontece, as estruturas de estabilização (que já são mais exacerbadas) ficam em exagero e impedem o movimento. Nesse caso, teremos um joelho que se mexe mais, mas que não está preparado para isso. Ele não possui estabilidade o suficiente para os movimentos e não aguenta a mobilidade em excesso sem sofrer uma lesão.

E então, como usar a abordagem articulação por articulação para corrigir esse tipo de compensação em cada local? Veja abaixo:

Compensações do pé

Caso você tenha alguma familiaridade com o Pilates, é provável que já tenha uma noção da importância dos pés em todos os movimentos do nosso corpo. Quando estamos em bipedestação, por exemplo, ele é a base dos movimentos e precisa ter um funcionamento adequado.

As articulações do pé costumam ter uma forte tendência a excesso de mobilidade, por isso sua necessidade primária é a estabilidade. Nesse sentido, exercícios de estabilidade e controle motor são excelentes para eles, mas muitos instrutores simplesmente esquecem de trabalhar o pé.

Por isso, ao pensar como usar a abordagem articulação por articulação, tenha a avaliação sempre em mente. Avalie seu paciente com cuidado e você provavelmente perceberá que ele tem algum desequilíbrio. Boa parte das pessoas têm devido aos hábitos modernos.

Os calçados são alguns dos grandes culpados pela existência desses quadros. Pense um pouco: quem você conhece que escolhe sapatos por causa das características anatômicas do pé e da atividade que planeja praticar? Quase ninguém, não é?

As mulheres, então, têm um problema ainda maior: o salto alto, muitas vezes exigido em certas profissões. Mas esse não é o assunto deste artigo.

O ponto é que, como resultado dos desequilíbrios do pé, o tornozelo sofre com falta de mobilidade por precisar compensá-lo.

Compensações de tornozelo

O tornozelo é outro grande problema quando tratamos da falta de mobilidade. Ele tem uma tendência a ser mais rígido e, por isso, sua necessidade primária é de mobilidade – fator que precisamos lembrar durante os exercícios.

Assim como os pés, os tornozelos são bastante esquecidos durante as aulas. Seus desequilíbrios podem afetar diversas articulações acima dele, em especial o joelho e o quadril. 

Se quiser uma prova disso, avalie a dorsiflexão dessa articulação. É provável que ela esteja limitada em muitos pacientes. Em adultos, a incapacidade de agachar sem tirar os calcanhares do chão também é evidência de falta de mobilidade, por exemplo. Por isso, lembre-se sempre deles ao pensar sobre como usar a abordagem articulação por articulação.

Compensações de quadril

Como profissionais da Fisioterapia, sabemos do grande problema que é a rigidez torácica – e do quão frequente ele é em nossos alunos. A vida moderna criou uma situação bastante prejudicial à nossa coluna com o uso de computadores e dispositivos móveis.

Algumas pessoas precisam passar pelo menos 8 horas por dia inclinadas sobre um computador por causa do trabalho. Por isso, não é incomum que essa quantidade chegue a 10 ou 12 horas, se contarmos o tempo de lazer e descanso.

Como resultado, a torácica e o ombro entram em compensação e suas musculaturas tornam-se tensas. Além disso, a coluna fica mais rígida e gera compensações a nível de lombar, ombro e cervical. Outro possível efeito é a Text Neck Syndrome. Por isso, também é essencial entender o funcionamento do quadril e ter conhecimento de como usar a abordagem articulação por articulação nele.

Conclusão

Aqui foi feito um breve resumo das compensações que podem ser encontradas em algumas regiões do corpo ao usar a abordagem articulação por articulação. Viu como ela facilita a compreensão do corpo de maneira global para elaborar o tratamento?

Utilizando seus princípios, você consegue identificar como uma falta de mobilidade de quadril e rigidez torácica se relacionam no quadro de dor lombar, por exemplo. E, obviamente, também consegue melhorar sua aplicação de tratamentos.

Por isso, agora que você sabe como usar a abordagem articulação por articulação para identificar compensações, lembre-se de outro ponto muito importante: realizar os tratamentos adequados!

E então, o que achou do texto? Comente abaixo!