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Criofrequência: Saiba tudo sobre esse novo Tratamento!

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Criofrequência: Saiba tudo sobre esse novo Tratamento!
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O verão está chegado, e com ele a preocupação com o corpo! Chegou a hora da correria dos clientes em tentar adquirir o tal do “corpo perfeito”.

O corpo perfeito é aquele que mais lhe agrada, e não aqueles que estão estampados nas capas de revistas. O corpo perfeito é aquele que quando você se olha no espelho, você gosta do que vê… Mas principalmente, o corpo perfeito é aquele com saúde!

Sabemos que não existe forma de transformar o corpo em poucos dias ou semanas. Mudanças e transformações requerem tempo, esforço, comprometimento, perseverança e muita manutenção.

Mas hoje venho trazer uma tecnologia que pode nos trazer resultados estéticos mais rápidos, seguros e muito satisfatórios.

Hoje eu vou falar da Criofrequência! Uma tecnologia mais recente no mercado, que vem sendo muito utilizada em toda a Europa e América do Norte, mas como nós Brasileiros não somos bobos e nem nada, logo trouxemos para cá.

O que é a Criofrequência?

A Criofrequência corresponde a uma radiofrequência mono e multipolar concomitante, com sistema de criogenia, podendo atingir até -10⁰C na superfície do aplicador.

Isso promove um choque térmico imediato e aumenta a segurança da técnica já que a temperatura na epiderme está mais elevada, evitando assim os efeitos colaterais como eritema transitório, possíveis queimaduras, bolhas, equimoses, cicatrizes e discromias, tendo seu uso sem presença de complicações.

A sua potência chega até 1050 watts, podendo gerar um efeito térmico interno acima de 50⁰C, propondo melhora da flacidez e lipólise ao mesmo tempo.

Essa terapia é indicada para as pessoas que desejam eliminar gordura localizada, tratar flacidez facial, flacidez corporal, envelhecimento de pele e celulite. Normalmente o procedimento é indicado e muito eficaz para o tratamento destas necessidades ao mesmo tempo.

Quente e Frio ao mesmo tempo! Isso é possível?

Na aplicação monopolar, a corrente elétrica é emitida através de uma manopla como aplicador aplicado na área de tratamento e retorna ao gerador através de outro eletrodo de dimensões maiores localizado paralelamente ao aplicador (este é denominado como eletrodo dispersivo).

A energia desprendida pela comunicação dos eletrodos leva a um melhor aporte circulatório e de nutrientes, hidratação tecidual, aumento da oxigenação, aceleração da eliminação de catabólitos, lipólise, contração do tecido conectivo.

E juntamente a isso provoca contração das fibras de colágeno, melhorando simultaneamente as alterações da arquitetura externa da pele.

Já a aplicação multipolar apresenta múltiplos eletrodos despolarizados nesta mesma manopla, que se cruzam na saída e o retorno da corrente é na própria ponteira, gerando dessa forma um circuito elétrico de efeito mais superficial em relação à monopolar (até 2 mm de profundidade).

O resfriamento é conduzido de um reservatório de água até o cabeçote ou manopla, e ele age de fora para dentro (é condutivo) e é controlado pela energia de ondas eletromagnéticas: Multipolar de 650w e Monopolar de 400w, que somadas chegam a 1.050 watts de potência.

Já as ondas eletromagnéticas agem de dentro para fora (elas agem por conversão). Desta forma a entrega da temperatura continua sendo oferecida ao cliente, porém assegurando o controle desta temperatura.

O encontro das duas temperaturas garantem a segurança no tecido do cliente, mas também produzem milhões de choques térmicos aos tecidos, gerando um terceiro efeito fisiológico, desestabilizando o metabolismo local.

Tamanha energia mobiliza não somente o colágeno, mas também os adipócitos (células de gordura) sendo indicado para tratar flacidez tissular (facial e corporal) e gordura localizada ao mesmo tempo.

O que esta a Criofrequência traz de Benefícios?

Imagem: https://camilaoto.com/estetica/criofrequencia/

Os principais efeitos fisiológicos gerados pelo aquecimento interno são:

1) Vasodilatação e Aumento da Circulação Sanguínea

Além da elevação da temperatura que produz uma vasodilatação local, há também estímulo do aporte de nutrientes e oxigênio, acelerando a eliminação dos catabólitos, melhorando o edema e promovendo uma ação desintoxicante na região de tratamento.

O incremento da circulação aparece a partir dos 40°C.

2) Viscosidade

O aumento da temperatura causa diminuição da viscosidade dos líquidos, como sangue, linfa e também dos líquidos dentro e através dos espaços intersticiais, promovendo uma melhora circulatória e redução de edema.

3) Atividade Metabólica e Enzimática

O aumento da temperatura ocasiona aumento da atividade celular, incluindo a motilidade celular, síntese e liberação de mediadores químicos, por exemplo. A taxa metabólica é afetada com o aquecimento tecidual.

Esse aumento é de cerca de 13% para cada 1°C de aumento da temperatura.

4) Neocolagênese e Neoelastogênese

Com o aumento da temperatura local, se produz pequenos processos inflamatórios, gerando uma estimulação do fibroblasto à produzir novas fibras de colágeno e elastina. O pico da produção se dá em cerca de 21 dias, mas permanece por até 4 meses após a sessão.

5) Alteração no Colágeno

Com temperaturas em uma faixa terapeuticamente aplicável tem-se mostrado alteração na extensibilidade do colágeno.

6) Adipócito

Com o choque térmico e aumento da temperatura interna, gera-se a lipólise, onde o Triglicerídeos se rompe, formando as moléculas de Ácido Graxo e Glicerol livres.

A célula “expulsa” esse conteúdo, que agora está em menor tamanho, para o meio extra celular. O glicerol será metabolizado pelo fígado, enquanto o ácido graxo se transforma em energia para o organismo utilizar.

7) Efeito Lifting

O choque térmico promovido pelas alterações de temperaturas (fria e quente) promove uma retração imediata das fibras colágenas existentes, fazendo com que o tecido da região se contraia.

Criofrequência ou Criolipólise?

A Criofrequência age com uma corrente eletromagnética, promovendo choque térmico no tecido, desestabilizando o metabolismo, gerando uma lise nas células de gordura.

Esse choque térmico é promovido pelo contato da pele com a ponteira, que resfria a superfície do tecido a 10 graus negativos (-10°C).

Enquanto o calor internamente no tecido pode chegar em até 60 graus positivos (60°C), simultaneamente, agindo com muita segurando até as camadas mais profundas.

A Criofrequência também possui uma ação na estimulação da formação de novas fibras de colágeno e de elastina (neocolagênese e neoelastogênese).

O resultado deste estímulo proporciona a tensão instantânea da pele, conhecido como efeito lifting, além de promover resultados a longo prazo.

Já a Criolipólise é um procedimento que utiliza apenas o frio (hoje possuímos algumas máquinas no mercado com a tecnologia de contraste, utiliza o calor em momentos distintos ao resfriamento, porém não existem muitos estudos comprovando se os resultados são mais eficazes que a técnica antiga).

A técnica consiste na sucção da área de tratamento e cristalização (congelamento) das células adiposas da região.

Esse congelamento desencadeia uma mudança na estrutura celular daquela região, fazendo com que essas células sejam reconhecidas pelos macrófagos como células “doentes”.

Em decorrência disso, o organismo desenvolve uma resposta inflamatória, solicitando nesta região a presença das células de defesa do organismo, para eliminar estas células lesadas (ocorre a fagocitose em cerca de 20% das células na área tratada).

Todo este processo de eliminação dos adipócitos que entram em apoptose pode levar até 90 dias para que seja resolvido por completo.

As duas técnicas são reconhecidas pelo FDA e Anvisa, e possuem vários artigos publicados e comprovações científicas com ótimos resultados na prática, porém uma tecnologia não substitui a outra, pois elas agem com estímulos diferentes e tem respostas fisiológicas diferentes.

O grande sucesso de muitos profissionais é unir as duas técnicas, o que depende de prévia avaliação para alcançar excelentes resultados.

Um outro fator importante é a indicação das duas técnicas. Existem algumas afecções estéticas onde não há indicação de tratar com Criolipólise:

Quais Áreas podemos trabalhar com a Criofrequência?

Este técnica é indicada tanto para estética facial, quanto corporal, podendo trabalhar:

  • Face
  • Papada
  • Pescoço
  • Colo
  • Braços
  • Costas
  • Abdômen
  • Flancos
  • Pernas
  • Glúteos
  • E aquela terrível “gordurinha do sutiã”

A sessão pode durar de 30 a 60 minutos, de acordo com o tamanho da área a ser trabalhada.

Os resultados já são visíveis desde a primeira sessão, porém se faz necessário uma continuidade do tratamento, com uma média de 4 a 8 sessões, podendo realizar essas sessões semanais, quinzenais ou com intervalos de até 21 dias, sempre de acordo com a avaliação e indicação de cada paciente.

Porém, para que os resultados aconteçam rápido, de forma satisfatória e perdurem por longos períodos, é importante que o paciente tenha uma vida mais saudável, com alimentação balanceada, com prática de atividade física e uma maior ingesta de líquidos.

Qual a sensação durante o Tratamento?

Esta técnica pode ser feita com movimentos ascendentes e/ou descendentes, de acordo com o objetivo do tratamento. Movimentos ascendentes sempre serão empregados nos tratamentos de lifting, de flacidez e de rejuvenescimento.

Já nos tratamentos de gordura localizada e celulite, podemos empregar também os movimentos descendentes (de acordo com a anatomia) para auxiliar na drenagem linfática.

O tratamento é totalmente indolor. Durante a sessão a sensação é apenas de um leve resfriamento na pele, pelo contato da ponteira que está a cerca de 10 graus negativos.

Já a alta temperatura atingida internamente durante o tratamento não é sentida pelo paciente, justamente pela baixa temperatura externa.

Quem não pode receber a Criofrequência?

Portadores de Marcapasso

Por se tratar de um dispositivo cardíaco responsável pelo regulamento dos batimentos cardíacos, qualquer onda elétrica, eletromagnética ou ultrassônica pode desestabilizar seu funcionamento.

Gestantes e Lactantes

Ondas eletromagnéticas ou ultrassônicas podem influenciar no desenvolvimento do bebê, ou mesmo na lactação. Estudos não são permitidos para que se prove sua influência. Devido a isso, por segurança, não se aplica nesses casos.

Dermatites

Inflamações e/ou infecções de pele podem ser agravadas com a utilização da Criofrequência ou qualquer outra eletroterapia nas áreas afetas pela patologia.

Epilepsia

Pacientes que possuem epilepsia como doença ou como sintoma podem ter crises estimuladas através de tratamentos que promovem aquecimento ou luz ou qualquer outro estímulo que o paciente não esteja esperando.

Câncer

Pacientes com qualquer histórico de câncer devem ser liberados pelo médico responsável após 5 anos da finalização do tratamento por completo. Alguns cânceres têm alta probabilidade de recidiva, e tratamentos que emitem onda eletromagnética pode influenciar negativamente.

Uso de Corticóides

Os corticóides estão ligados à doenças imunossupressoras, que também são contra indicações de tratamento, como por exemplo Lúpus.

Caso o Corticóide seja utilizado por pouco tempo devido a uma inflamação grave, por exemplo, deve-se aguardar, no mínimo, 7 dias após uso do medicamento. Como ele tem o poder anti-inflamatório, seu uso “corta” o efeito do tratamento.

Sendo assim, o cliente não irá conseguir perceber os resultados. Isso também se encaixa quando o paciente faz uso de anti-inflamatórios.

Implantes de Metal e/ou Silicone na Zona

Implantes de metal e/ou silicone podem aquecer ou movimentar conforme a onda eletromagnética, como por exemplo, na opção Monopolar. Por este motivo, para segurança do cliente, não aplica-se a opção Monopolar da Criofrequência diretamente nas áreas onde há os implantes.

Concluindo…

Imagem: http://clinicalucianoschutz.com.br/criofrequencia-como-funciona/

Esta é apenas uma das técnicas mais utilizadas em clínicas médicas e estéticas para promover resultados satisfatórios em tratamentos estéticos corporais e faciais.

Para se ter resultados satisfatórios, é essencial realizar uma boa avaliação com os pacientes, e trata-los de forma individualizada, já que cada metabolismo responde de uma forma única.

E sempre é muito importante associar técnicas, para que o organismo não se acostume com um único estímulo e mantenha respondendo ao tratamento.

E você, já tinha ouvido falar dessa técnica ou usado ela? Conta pra mim nos comentários!

Written by Ana Carolina Guedes

Ana Carolina Guedes

Fisioterapeuta graduada na Universidade Paulista – UNIP e Pós-Graduada em Estética e Cosmetologia, atuando na área da estética há 13 anos.
Atualmente é docente pelo ICosmetologia nos cursos de Pós Graduação e MBA, Docente pelo ITA Instituto Tricia Alethea em diversas modalidades de cursos livres e Consultora em Clínicas de Estética, Dermatologia e Spas.

Já atuou como:
· Responsável Técnica na empresa Danna Nutrição e Estética
· Gerente Administrativa no Salão de Cabeleireiro Constantino’s de Moema
· Supervisora de Estética na Corppus Saúde e Estética (unidade Morumbi)
· Supervisora Técnica e Administrativa do Centro Dermatológico Sergio Talarico
· Fisioterapeuta Técnica na Shopfisio
Também é Habilitada em Estética facial, corporal, capilar, pré e pós-operatório e possui habilitação para realizar tratamentos com: ultrassom, ultracavitação, lipocavitação, terapias combinadas, radiofrequência, LED, criolipólise, luz intensa pulsada, lasers diversos, carboxiterapia, microagulhamento, jato de plasma e eletrocautério, e cosmetologia geral.

CREFITO 3 – 98.289-F

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