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A Fisioterapia é uma área muito diversa e que possui várias especialidades – isso você já sabe. Aqui no Blog Fisioterapia, por exemplo, já tratamos sobre a fisioterapia respiratória, oncológica, desportiva, dermato funcional, motora e outras. Mas há uma que também merece atenção: a fisioterapia aquática.

Você sabe o que é a fisioterapia aquática, para quais casos ela é indicada e quais são seus benefícios? Continue lendo para descobrir!

O que é fisioterapia aquática?

A fisioterapia aquática, como você deve imaginar, trata-se de uma atividade terapêutica realizada em piscinas com a temperatura controlada – em geral a cerca de 35ºC. Ela também é conhecida como “aquaterapia” e “hidroterapia”, e é considerada pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) como uma especialidade da área.

A sua realização consiste em utilizar as técnicas da fisioterapia adaptadas ao contexto aquático. Dessa maneira, ela tira proveito das propriedades da água em si e da sua temperatura mais alta que a ambiente. Além disso, ela pode ser realizada individualmente ou em pequenos grupos, podendo ser o tratamento principal ou um reforço a ele.

Outro ponto positivo é que, além de ser um método realizado em um local relaxante, a fisioterapia aquática pode ser utilizada para prevenção, tratamento e reabilitação. Entenda mais sobre a fisioterapia aquática abaixo.

Em quais casos a fisioterapia aquática é indicada?

Como citado acima, essa especialidade é muito versátil. Ela pode ser utilizada para a prevenção, tratamento e reabilitação de lesões e situações similares. Além disso, ela pode tratar de casos de patologias ortopédicas, cardiológicas, neurológicas e muitas outras. 

Por isso, a fisioterapia aquática é indicada para casos como:

  • Lesões e/ou fraquezas musculares;
  • Incapacidade de sobrecarregar membros inferiores;
  • Problemas posturais;
  • Problemas cardíacos e/ou respiratórios;
  • Falta de equilíbrio corporal;
  • Estados de ansiedade, estresse e depressão;

Ainda, ela pode usada em crianças, adultos e idosos para tratar patologias como a hérnia de disco, AVC, lombalgias, artrose e paralisia cerebral. Como sempre, o tratamento é precedido de uma minuciosa avaliação. A partir daí, torna-se possível entender qual é a melhor abordagem para o caso daquela pessoa.

A fisioterapia aquática também é muito comum, por exemplo, para atletas lesionados – como jogadores de futebol. Como a água diminui a força gravitacional, ela torna-se uma boa opção por não sobrecarregar as articulações tratadas. Mas, como sempre, existem algumas contraindicações para o uso dessa especialidade.

Quais são as contraindicações?

Apesar dos inúmeros casos para os quais a fisioterapia aquática é indicada, também existem algumas situações para as quais ela não é adequada, como:

  • Para indivíduos com doenças de pele ou intolerância ao cloro;
  • Pessoas com quadros de hidrofobia (medo de água);
  • Indivíduos com casos de febre, epilepsia ou infecções;

Além disso, casos de incontinência urinária e/ou fecal e de traqueostomia devem receber cuidados e atenção adicionais durante a realização da sessão de fisioterapia aquática. Os limites do aluno, naturalmente, devem ser sempre respeitados.

Mas o que faz da fisioterapia aquática algo tão benéfico? Continue lendo para descobrir.

Quais são os benefícios da fisioterapia aquática?

Você já percebeu que a fisioterapia aquática é útil para muitos casos e bastante versátil, certo? Mas quais serão os reais benefícios dela? A lista abaixo resume brevemente os principais:

  • Devido à presença da água, a força gravitacional é reduzida, impactando menos as articulações;
  • Reduz dores e edemas;
  • Auxilia no relaxamento e autoconfiança do paciente;
  • Melhora o equilíbrio e a capacidade de locomoção;
  • Aumenta a coordenação motora;
  • Melhora a circulação sanguínea;
  • Aumenta o gasto energético, entre outros;

Todos esses benefícios são causados pela presença da água e suas propriedades físico-químicas. Além disso, sua temperatura similar à do corpo humano aumenta a amplitude dos movimentos.

Outro ponto relevante é que a fisioterapia aquática pode ser aplicada através de várias técnicas. Leia abaixo quais são as principais e seus objetivos.

Principais técnicas utilizadas

A fisioterapia aquática se utiliza de diversas técnicas, cada uma com um objetivo específico. Dessa maneira, cada pessoa é atendida da maneira mais adequada às suas necessidades.

As principais técnicas são:

  • Watsu: a terapia Watsu é uma técnica voltada ao alongamento e relaxamento muscular e conta com sequências de movimentos;
  • Water pilates: trata-se da adaptação do pilates clássico à piscina; como o original, trabalha a postura, força, equilíbrio e flexibilidade;
  • Halliwick: método mais recreativo, focado na adaptação ao meio aquático e no equilíbrio – é muito utilizado para portadores de necessidades especiais;
  • Bad Ragaz: focada no fortalecimento e relaxamento muscular e no alongamento da coluna;
  • Aquadinamic: é uma técnica similar à meditação, voltada para o relaxamento físico e mental (pode ou não ter fins terapêuticos);

Talvez você esteja se perguntando: e a hidroginástica? Ela não é um tipo de fisioterapia aquática? E a resposta é não! Enquanto esta é aplicada por fisioterapeutas, a hidroginástica é conduzida por profissionais da Educação Física. Por isso ela não se encaixa na especialidade.

Quem pode trabalhar com essa especialidade?

Se você se interessou pela fisioterapia aquática, talvez também esteja pensando se poderia oferecê-la. Mas, para poder trabalhar com a área, não é apenas preciso ter uma graduação em Fisioterapia: o ideal é ter uma autorização da Associação Brasileira de Fisioterapia Aquática para isso.

É muito importante que o fisioterapeuta tenha uma especialização, para que consiga trabalhar da maneira mais eficiente possível. Além do aperfeiçoamento profissional, isso também passa ao aluno a segurança necessária para seguir o tratamento com confiança e tranquilidade.

Conclusão

E então, o que achou da fisioterapia aquática? 

Além de bastante versátil, ela costuma ser procurada por ser uma opção diferente e mais “leve” que as clínicas tradicionais. Mais que apenas o tratamento em si, é importante mostrar aos alunos/pacientes que eles estão recebendo a devida atenção e cuidado. Comente abaixo o que mais chamou a sua atenção sobre essa especialidade!