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Atualmente, um novo cenário mundial nos trouxe para uma nova realidade. Há quem chame esta era de “novo normal”, referindo-se aos adventos tecnológicos incluídos na nossa rotina, como o home office, as aulas online. Além disso, também é nova a mudança de estilos de vida e comportamento que enfrentamos, as quais incluem o isolamento social, impostos pela pandemia advinda do novo Coronavírus. Logo, com estas novas exigências, houve espaço para a fisioterapia online, através da tele-reabilitação. Pensando nisso, neste texto vamos abordar a importância da tele-reabilitação e como realizá-la para atendimentos mais específicos, como a  Tele-reabilitação na fisioterapia oncológica.

Tele-reabilitação na fisioterapia 

A doença da COVID-19 teve seu surgimento em Wuhan na China, em dezembro de 2019, espalhando-se rapidamente na província de Hubei. Rapidamente, o vírus atingiu também outras províncias da China e, consequente, afetou mais de 20 países até 30 de janeiro de 2020 (Zhu N, 2020, Wilson MC, 2020).  Infelizmente, o novo coronavírus espalhou-se mundo afora em poucos meses, chegando também ao Brasil. Em seguida, o vírus foi e é  responsável por milhares de pessoas contaminadas e indivíduos que vieram a falecer. De acordo com dados do Ministério da Saúde (2021), na data de 07/04/2021 contabilizou-se 92.625 novos casos de Covid-19, enquanto o número de mortos foi de 4.195 em 24 horas.

Diante da necessidade de adaptações ao que hoje é tido como “o novo normal” diversas profissões sofreram mudanças no formato de trabalho. Portanto, na fisioterapia a execução da atividade laborativa em formato online foi inserida. Para isso, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) instituiu a Resolução n 515, de 20 de março de 2020, que regulamenta permissão para atendimento não presencial, dando-se nas modalidades, teleconsulta, teleconsultoria e telemonitoramento.

Sobre a tele-reabilitação

tele-reabilitação-na-fisioterapia

No entanto, os estudos buscando comprovar a eficácia da tele-reabilitação na fisioterapia datam de antes do advento da pandemia do novo coronavírus.  No ano de 2020, em uma busca pelo site Pubmed, é possível verificar mais de 1.100 estudos sobre o tema, utilizando a palavra-chave “teleheabilitation”, com publicações iniciadas no ano de 2015. Contudo, vários destes estudos têm mostrado que a tele-reabilitação é eficaz para melhorar os resultados clínicos em condições de incapacidade impostas pelas doenças (Agostini et al., 2015).

Então, a partir destas discussões, a Confederação Mundial para Fisioterapia e Rede Internacional de Regulamentação de Autoridades da Fisioterapia publicaram a “Report of the WCPT/INPTRA digital physical therapy pratice task force”, um guia datado de  20/02/2017, em que ambos os órgãos – WCPT e INPTRA – anunciaram uma colaboração formal por meio de um memorando de compreensão para desenvolver uma série de iniciativas, incluindo a prática global e regulamentação de fornecimento da prática digital. Neste guia  o termo prática digital descreve os serviços de saúde, suporte e informações fornecidas remotamente por meio de dispositivos e comunicação digital. O objetivo deste guia foi orientar a prática da “fisioterapia digital”, facilitando a execução de serviços de fisioterapia, melhorando o acesso a cuidados e informações, gerenciando também os cuidados de recursos de saúde.

A tele-reabilitação na fisioterapia oncológica funciona?

No que diz respeito a fisioterapia oncológica, o estudo de Rezende, Francisco e Franco (2021) elucidam a necessidade da implantação de um modelo de tele-reabilitação na fisioterapia, tanto pela necessidade quanto pelo fato de ser uma alternativa para a continuidade do tratamento fisioterapêutico. No entanto, as pesquisas sobre estes modelos de tele-reabilitação em oncologia ainda são muito escassas. Em um estudo publicado pelos autores acima citados, os pesquisadores demonstraram as estratégias que devem ser abordadas em um programa de tele-reabilitação na fisioterapia para pacientes em tratamento por câncer de mama. 

Logo, neste mesmo contexto, os autores sugerem que as estratégias devem ser contempladas de condutas que visem a diminuição dos efeitos colaterais da cirurgia por câncer de mama. Alguns dos efeitos colaterais do processo cirúrgico do câncer de mama incluem a presença de linfedema, a limitação da amplitude de movimento do membro superior homolateral à cirurgia, a fadiga e a diminuição da força muscular. 

Além disso, os autores consideram a importância do atendimento on-line na prestação de serviços para pacientes de câncer, pois deve-se considerar o risco para a saúde de pacientes nestas condições se deslocarem para consultas presenciais. Neste sentido, a tele-reabilitação na fisioterapia pode ser adotada como primeira opção para garantir a assistência a pacientes com câncer de mama.