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Os músculos estriados esqueléticos estão conectados aos nossos ossos e, por meio da contração, produzem movimentos. Sendo assim, os nossos ossos funcionam como alavancas e os músculos como motores que as movimentam. Além disso, ao se aproximarem dos ossos, os músculos se afinam para tornarem-se tendões, fixando-se aos ossos e cartilagens. Quando estamos estudando os conceitos básicos do sistema muscular estriado esquelético, observamos que todos os músculos estão ligados aos ossos. Assim, o objetivo desse sistema é gerar movimentos no esqueleto, podendo ser de locomoção corporal total ou simplesmente deslocamentos segmentares. Porém, saber a origem e inserção muscular de todos os músculos definitivamente não é uma tarefa fácil, há quem diga que é praticamente impossível deter todo esse conhecimento.

Mas a grande questão aqui é entender como eles funcionam e entender a anatomia óssea, o que facilita bastante na hora de lembrar sobre a origem e inserção muscular. Dá trabalho? Sim, mas garanto que vale a pena o esforço. Saiba que esse estudo fará muita diferença no seu trabalho como fisioterapeuta.

Portanto, vamos primeiro entender como funciona a contração muscular.

Entendendo a contração muscular

Quando um músculo contrai e encurta, uma de suas extremidades geralmente permanece fixa, enquanto a outra extremidade (mais móvel) é puxada em direção a ele, resultando no movimento da articulação. As fixações musculares são descritas como origem e inserção muscular.

Assim, se observarmos com atenção, perceberemos que os termos “origem” e “inserção” são funcionalmente a mesma coisa, são pontos de inserção muscular no osso. Logo, o resultado dessa diferença de nomenclatura se dá apenas didaticamente.

origem-e-inserção-muscular

Os pontos de inserção muscular serão sempre os tendões. Além disso, existem diferentes posicionamentos dos tendões no corpo de forma geral; eles podem ser posicionados proximalmente, lateralmente, medialmente e, assim, sucessivamente. 

Contudo, olhando pelo ponto de vista funcional, o músculo pode se contrair tentando aproximar a inserção da origem, o que caracteriza a cadeia cinética aberta. Ainda, o músculo pode contrair tentando aproximar a origem da inserção, que é quando ocorre a cadeia cinética fechada. Sendo assim, a inversão da contração inverte a cadeia cinética trabalhada porque o músculo pode agir de diferentes formas dependendo do objetivo da contração.

Entendendo a origem e inserção muscular

A origem muscular é basicamente o ponto de fixação de um músculo na peça óssea que não se movimenta (ponto fixo). Geralmente esta é a extremidade proximal do músculo e que permanece fixa durante a contração. Esta estrutura é a maior e mais estável.

Já a inserção é o ponto de fixação de um músculo na estrutura óssea que se movimenta (ponto móvel). Geralmente esta é a extremidade distal do músculo que se movimenta durante a contração. Portanto, ela é menor e menos estável que a origem muscular.

Os músculos possuem diferentes tipos de origens e inserções; alguns têm origem muito larga; outros fixam-se diretamente aos ossos; e os demais se afilam em longos tendões, os quais se inserem nos ossos. Alguns músculos possuem várias origens as quais, em seguida, convertem-se para uma inserção.

Além do mais, as fixações musculares, a origem e inserção muscular, podem ser diretas ou indiretas. Nas fixações diretas, o epimísio do músculo se funde ao periósteo do osso ou ao pericôndrio da cartilagem. Contudo, por outro lado, nas fixações indiretas, os envoltórios do tecido conjuntivo estendem-se além do músculo como um tendão, parecido com uma corda, ou como uma aponeurose, semelhante a uma lâmina. O tendão ou aponeurose prendem o músculo ao tecido conjuntivo que reveste o osso ou a articulação, ou ainda à fáscia de outros músculos.

Porém, dentre esses dois tipos de fixação, a indireta é muito mais comum devido a sua resistência e tamanho pequeno. 

Conclusão

Dessa forma, entendendo o funcionamento dos músculos estriados esqueléticos, agora entendemos também o que é origem e inserção muscular. O domínio por parte do fisioterapeuta sobre temas ligados à composição corporal e à estrutura do movimento é fundamental para uma boa orientação fisioterapêutica. O conhecimento deve ser sempre o nosso maior aliado.

Referências:

Theodore Dimon Jr. Anatomia do corpo em movimento: ossos, músculos e articulações. 2ª ed. Editora manole.

Lucio Sletjes. Anatomia Humana – 2 ed. São Caetano do Sul, SP: Editora Yendis, 2008

Elaine N Marieb; Katja Hoehn. Anatomia e Fisiologia. 3ª Ed. Porto Alegre, 2008.