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O câncer é uma patologia que exige a realização de tratamentos em busca de sua cura e/ou eliminação. Por se tratar de uma doença perigosa, os métodos de tratamento podem trazer consequências indesejadas. Nesse texto falaremos sobre uma delas: o linfedema por Câncer de Mama. 

Continue lendo para descobrir o que é o linfedema por Câncer de Mama!

Tratamento para o Câncer de Mama: a radioterapia

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2020 serão registrados 66.280 novos casos de Câncer de Mama no Brasil. Um dos tratamentos mais utilizados nesses casos é a radioterapia, um método que utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células malignas. 

A radioterapia adjuvante para Câncer de Mama em estágio inicial e carcinoma ductal in situ é um dos procedimentos mais usados, de acordo com as atuais evidências. A radiação tem sido empregada para reduzir o risco de recidiva local em câncer invasivo e não invasivo em 60% a 70% e 50% a 60%, respectivamente.

O tratamento com radioterapia adjuvante é o padrão adotado para mais de 90% das pacientes que realizam cirurgia por Câncer de Mama. Esse método, quando utilizado após as cirurgias conservadoras da mama, está associado a uma redução de:

  • 22% da recorrência local em 10 anos;
  • redução de 5% no câncer de mama em 15 anos;
  • redução de 5% na mortalidade global em 15 anos;

Quando comparamos o tratamento com e sem radioterapia, percebemos que a técnica reduz consideravelmente a recorrência da doença, bem como a mortalidade causada por ela.

Em casos de Câncer de Mama em estágio avançado, há desafios mais substanciais com o uso de radiação pós-mastectomia para eliminar complicações potenciais de longo prazo. No entanto, as evidências continuam a apoiar uma ampla indicação da radioterapia adjuvante devido ao benefício de controle local de 60% a 70%, de redução relativa na recorrência e um aumento de 10% na sobrevivência absoluta.

O linfedema por Câncer de Mama: uma complicação da radioterapia

Apesar disso, deve-se considerar a importância de discutirmos as complicações advindas da aplicação da radioterapia. Uma delas, bastante comum e significativa, é o desenvolvimento do linfedema por Câncer de Mama.

Isso acontece porque a radioterapia, além de destruir as células cancerosas, também atinge os tecidos sadios adjacentes irradiados. Isso acarreta complicações e efeitos colaterais que impactam a qualidade de vida das pacientes. Entre as complicações provocadas nas pacientes que recebem radioterapia podemos citar a radiodermite.

A radiodermite trata-se de um quadro de lesões vasculares que podem evoluir para fibrose e aderência entre a pele e músculos da parede torácica, ombro e cavidades supraclavicular e axilar. Tais complicações, por sua vez, podem ocasionar o linfedema por Câncer de Mama.

De acordo com Rockson (2017), “linfedema é a expressão clínica de uma circulação linfática prejudicada. O linfedema adquirido é, na maioria das vezes, a consequência de uma lesão em uma região vascular anteriormente normal. Ele geralmente é motivado por um trauma, infecção, neoplasia, danos à radiação ou intervenções cirúrgicas – especialmente aquelas que incluem linfadenectomia, como em casos de linfedema por Câncer de Mama.

A somatória das intervenções realizadas para o combate do Câncer de Mama, quando unidos aos recursos de dissecção de linfonodos axilares e à radioterapia adjuvante, contribuem mais fortemente para o risco do desenvolvimento do linfedema por Câncer de Mama.

Embora a taxa de incidência tenha grande variação, temos que o linfedema por Câncer de Mama afeta aproximadamente 21% dos sobreviventes da patologia. Isso varia conforme a extensão da mama e cirurgia axilar, bem como o uso de radioterapia adjuvante.

Conclusão

Levando em consideração os pontos tratados acima, percebemos que a fisioterapia é de suma importância para o tratamento pós-cirúrgico da doença. É perceptível, também, que um dos principais objetivos desta intervenção consiste na prevenção do desenvolvimento do linfedema por Câncer de Mama.

Por fim, notamos que, quando um linfedema por Câncer de Mama já está instalado, os recursos fisioterapêuticos voltados para eliminação dessa sequela são ferramentas de grande valia para a melhora da qualidade de vida das mulheres.