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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é um problema inflamatório crônico dos pulmões, caracterizado por um importante problema de saúde global, que afeta principalmente os idosos.

Existe uma obstrução persistente das vias aéreas produzindo modificações crônicas nos brônquios (bronquite crônica), destruição do parênquima pulmonar (enfisema pulmonar), redução da elasticidade pulmonar, inadequada relação ventilação/perfusão e hiperinsuflação pulmonar.

Quer conhecer mais sobre DPOC? Então continue lendo esta matéria!

Etiologia da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Dentre todos os fatores de risco para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica o tabagismo é a principal, enquanto a poeira ocupacional, produtos químicos, poluição do ar, exposição passiva à fumaça do cigarro e baixa renda associam-se também à doença.

A deficiência da enzima alfa 1 antitripsina também pode ocasionar a DPOC, sendo uma causa não muito frequente em indivíduos não.

Sintomas

Os sintomas impactam na saúde e na funcionalidade dos indivíduos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, entre os mais característicos, estão dispneia crônica e progressiva, tosse e produção de expectoração que podem desenvolver limitações como: diminuição do desempenho de exercícios, limitações funcionais em membros inferiores e diminuição da força musculoesquelética.

A gravidade da doença e a dispneia, estão relacionadas diretamente com as limitações e o declínio funcional destes indivíduos.

A exacerbação da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica envolve hospitalizações, uso de serviços de emergência ou consultas com profissionais de saúde.

Progressão da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

A evolução da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica pode causar disfunção no aparelho respiratório e em outros sistemas corporais face à dificuldade das trocas gasosas, afetando a musculatura dos membros inferiores, principalmente a do quadríceps, responsável principal da locomoção e que sofrerá devido a redução do oxigênio.      

Há substituição significativa de fibras do tipo I, que se caracterizam pela contração lenta e utilização assídua de oxigênio e o aumento de fibras do tipo II, caracterizadas pela contração rápida e de baixa utilização de oxigênio, ou seja, ao longo dos anos, os portadores de DPOC perdem a capacidade aeróbia.

A incapacidade funcional é reflexo da intolerância ao exercício nos portadores de DPOC. Os sintomas surgem aos esforços moderados que se agravam até para os mínimos esforços conforme a progressão da doença.

Reabilitação Pulmonar

A reabilitação pulmonar é realizada por meio de exercícios físicos e respiratórios com objetivo de aumentar a resistência muscular, a capacidade respiratória e as trocas gasosas, resultando em diminuição da fadiga muscular.

Os principais benefícios da reabilitação pulmonar:

  • Redução dos sintomas respiratórios;
  • Reversão da ansiedade e depressão, com melhora do ego;
  • Melhora da tolerância ao exercício, com aumento da resistência ao mesmo e melhora na habilidade para as atividades da vida diária (AVD);
  • Redução do número de dias de hospitalização;
  • Melhora na qualidade de vida.

Os critérios de inclusão do portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica ao programa de reabilitação pulmonar devem ser:

  • Confirmação diagnóstica (com apurada história clínica, exame físico completo e propedêutica básica de espirometria e radiografias pulmonares);
  • Cessar o tabagismo;
  • Estabilidade clínica, com terapia medicamentosa adequada;
  • Ausência de doença debilitante que impeça a participação do paciente.

A orientação nutricional é de relevância, pois os pacientes podem desenvolver anorexia. O exercício físico deve ser prescrito, conjuntamente às orientações nutricionais, para otimização dos ganhos de massa muscular magra e subsequentemente melhora de força muscular.

Exercício Físico no tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Observa-se na literatura que a maioria dos autores indicam o treinamento aeróbico para portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (moderada a grave), sendo submetidos a treinos iniciais de 30 minutos, duas a três vezes por semana, com exercícios de fortalecimento de membros inferiores (feitos através de caminhada, exercício em bicicletas ou esteiras ergométricas) e membros superiores (treinamento com exercícios suportados – cicloergômetros de braço – e não suportados  – bastões ou pesos). 

Com a melhora da dispneia, pode-se realizar a progressão da frequência de execução do treinamento.

O treinamento aeróbico promove a diminuição da dispneia, melhora a capilarização e aumento da tolerância ao exercício e, o treino de força potencializa o ganho de força da musculatura esquelética, em membros superiores e inferiores.

Os exercícios respiratórios e treinamento muscular inspiratório são de suma importância para esses pacientes, objetivando melhorar a força e resistência dos músculos inspiratórios, diminuindo dessa forma os sintomas de dispnéia e fadiga e melhorando a capacidade física para o exercício.

Importante a elaboração abordagens de prevenção e tratamento da doença, pois trata-se de um problema de saúde incapacitante e prevalente e as orientações serão essenciais para manutenção do tratamento fisioterapêutico.

Orientações

Segundo a Organização Mundial de Saúde afirmam que o exercício físico serão essenciais para o tratamento dos pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica pois a diminuição da mobilidade, piora o bem-estar e a autossuficiência, advinda daí prejuízos, para a capacidade de desempenho nas AVDs.

O acúmulo de gordura em região torácica e abdominal acarretam importantes alterações respiratórias como aumento do trabalho ventilatório, diminuição da complacência torácica e consequentemente maior dispneia.

Conclusão

Programas de reabilitação pulmonar podem ser considerados como importantes ferramentas no arsenal terapêutico disponibilizado a pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

São significativos os efeitos benéficos desse tipo de intervenção sobre a capacidade de exercício, qualidade de vida e sintomas quando comparados ao tratamento farmacológico padrão. A reabilitação pulmonar exerce efeitos sobre a função pulmonar, exacerbações e mortalidade.

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