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A relação sexual não envolve somente o ato em si, pois para ter prazer é necessário que haja preliminares, envolvimento e parceria do casal, além de intimidade, respeito, lubrificação e o maravilhoso orgasmo. Mas você sabia que é possível potencializar o desempenho sexual com os benefícios que a fisioterapia pélvica oferece?

A disfunção sexual é um problema que se apresenta em algum momento da vida, surgindo modificações do orgasmo, excitação e prazer, interferindo, de diversas maneiras, no envolvimento sexual das pessoas, e podendo causar vários problemas na intimidade e na saúde mental.

Essa disfunção está envolvida com a desarmonia vivenciada pelo casal, diante de qualquer período do ato sexual. 

Pode ter relação com a prática sentida ao longo da vida ou por alguma alteração clínica, causando bastante sofrimento para a pessoa que, frequentemente, oculta o problema que está vivenciando, levando a um quadro de depressão e ansiedade.

Caracterizada pela incapacidade de se envolver no relacionamento com satisfação, a disfunção sexual diminui o desejo, dificulta o orgasmo, e causa dores durante o ato.

É fato que 40 a 50% dos indivíduos terão alguma disfunção sexual ao longo da vida. Uma pessoa considerada com disfunção sexual, precisará manifestar “uma perturbação clinicamente significativa na capacidade de responder sexualmente ou de experimentar prazer sexual”, esclarece o DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição).

Para manter a saúde sexual em dia e acabar com os sintomas que impedem que as pessoas se sintam mais à vontade, neste texto separamos como a fisioterapia pélvica pode ser uma grande aliada para auxiliar no desempenho com seu parceiro. Boa leitura!

Classificação das Disfunções Sexuais

O ato sexual prazeroso se desenvolve em quatro fases, sendo elas: desejo, excitação, orgasmo e resolução (fase de bem-estar e relaxamento). Quando ocorre alguma 

alteração em uma dessas fases, avalia-se como disfunção sexual, que são:

1. Desejo sexual 

Primeiramente surgem as desordens do desejo sexual. Conhecida pela redução da libido, que é a ausência ou diminuição do desejo ou interesse sexual. No máximo, é evitado assuntos que envolvam sexualidade.

2. Excitação sexual 

O segundo envolve as disfunções da excitação sexual. No sexo feminino, surge por meio da insuficiência fisica de ficar excitada ou entusiasmada no decorrer da atividade sexual. 

A manifestação masculina é a disfunção erétil, caracterizada pelo transtorno em manter ou sustentar a ereção.

3. Transtornos do orgasmo

Em mulheres, manifestam-se como ausência ou dificuldade de chegar ao orgasmo ou clímax sexual. Em homens, acontecem quando a ejaculação é inibida ou lenta, podendo chegar a ser totalmente ausente.

4. Dor 

O vaginismo é a dor na disfunção sexual que envolve contrações involuntárias dolorosas dos músculos ao redor da vagina (espasmo). Esse desconforto pode ser tão forte que a penetração sexual se torna impossível. 

A dispareunia é a dor que a mulher sente durante o ato sexual, e pode ocorrer em ambos os sexos, sendo mais comum em mulheres, afetando a sua qualidade de vida, inclusive o relacionamento com o parceiro, além de interferir na realização de exames ginecológicos. 

Já a ejaculação precoce causa grande dor emocional, por ser um orgasmo masculino muito rápido.

Todas as disfunções sexuais ditas acima impossibilitam o início de uma relação sexual duradoura e satisfatória.

Quais são as principais causas das Disfunções Sexuais masculina e feminina?

A disfunção sexual masculina pode ser decorrente de condições físicas ou psicológicas. Em outros casos, ocorrem por uma combinação desses fatores, sendo que um problema físico poderá despertar um agravamento psicológico, como quadros de depressão, ansiedade ou estresse.

Em uma determinada situação, os homens são rigorosos consigo mesmo ou se acham pressionados pela parceira para apresentar um desempenho sexual excelente. Por conta disso, se sentem angustiados quando não conseguem corresponder às expectativas esperadas. 

Consequentemente aparece a inquietação causada por esse comportamento, gerando a piora da disfunção sexual e o impacto negativo de desfrutar das relações sexuais.

Já no caso das mulheres, há diversos fatores que desencadeiam a disfunção sexual, como:

  • Depressão;
  • Doenças crônicas; 
  • Estresse;
  • Inflamações no colo do útero;
  • Infecções vaginais;
  • Histórico de abuso sexual;
  • Uso de álcool ou drogas;
  • Insatisfação com o parceiro por conta da ejaculação precoce;
  • Falta de diálogo entre o casal;
  • Disfunção erétil masculina.

Por conta disso, a fisioterapia pélvica surge como uma nova alternativa de tratamento para amenizar o problema.

Fisioterapia Pélvica como aliada na disfunção sexual

A fisioterapia pélvica é um dos tratamentos de primeira linha para cuidar das disfunções sexuais, principalmente quando falamos na musculatura dessa região, pois necessita de relaxamento, fortalecimento, e alívio da dor para melhorar a excitação e chegar ao orgasmo com prazer. 

A fisioterapia pélvica é uma especialidade que trabalha nas disfunções do assoalho pélvico, que nada mais é do que um conjunto de ligamentos e músculos que sustentam os órgãos pélvicos como útero, bexiga, intestino e todos os demais que se localizam na região baixa do abdômen.

Benefícios da Fisioterapia Pélvica

Ao realizar um tratamento para a disfunção sexual com fisioterapeuta da área da fisioterapia pélvica, o paciente poderá desfrutar de grandes benefícios como alívio da depressão, ansiedade e isolamento, causado por problemas do enfraquecimento da musculatura pélvica. 

Ghaderi (2019) mostra em números que a utilização das técnicas manuais de avaliação e terapias manuais como tratamento, associadas a exercícios de fortalecimento e TENS transformou de maneira positiva a resposta sexual das mulheres avaliadas. Também relata que os pontos gatilhos têm influência relevante nas dores no momento do ato sexual.

Já Pereira (2020), em seu estudo, avaliou a função da musculatura do assoalho pélvico utilizando a escala PERFECT, que calcula a duração da sustentação da musculatura contraída. 

O Pilates promove a propriocepção, fortalecimento e conscientização do assoalho pélvico, melhorando a percepção da região perineal, e trazendo uma melhor satisfação na atividade sexual e autoimagem da mulher (Brondani, 2014).

Bazar e Castro (2016), relata que a prática do Método tem objetivo de otimizar a força muscular, apresentando a contração do músculo diafragma, multífidos, transverso do abdômen e a musculatura do assoalho pélvico como centro de força.

Existem diversos estudos encontrados na literatura que visam o tratamento do assoalho pélvico por meio da eletroterapia, cinesioterapia em geral e terapias manuais. De maneira geral, o tratamento melhora a disfunção sexual, consciência corporal e a autoconfiança (Mendonça & Amaral, 2011).

Conclusão

Os benefícios em que os estudos de Ghaderi (2019) e Pereira (2020) apresentam, se assemelham, por usarem os métodos de massagem perineal e intravaginal com o propósito de desativar os pontos gatilho presentes na musculatura do assoalho pélvico (MAP), além de propiciar o relaxamento da região, através da pressão manual, massagem por deslizamento e exercícios para treinamento dessa musculatura.

Com base nos estudos levantados, é possível confirmar que a fisioterapia pélvica promove excelentes resultados como tratamento na melhora do desempenho sexual, tanto feminino, como masculino. 

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Referências Bibliográficas

Abdo CH, Oliveira WM, Moreira ED, Fittipaldi JAS.Prevalence of sexual dysfunction and correlated conditions in a sample of Brazilian women: results of the Brazilian study on sexual behavior (BSSB). Int J Impot Res. 2004;16:160-6

Brondani, K. H. 2014. Influência do método pilates sobre a função do assoalho pélvico e sexualidade de mulheres sedentárias. Monografia. Santa Maria, RS: Universidade Federal de Santa Maria

Ghaderi, F. 2019. Pelvic floor rehabilitation in the treatment of women with dyspareunia: a randomized controlled clinical trial. International Urogynecology Journal, 30, 1849–1855

https://iptc.net.br/disfuncao-sexual/

https://paih.com.br/especialidades/saude-sexual-do-homem/disfuncao-sexual/

https://origen.com.br/dispareunia-o-que-e-e-quais-sao-as-causas/

https://centrobrasileirodeurologia.com.br/urologia/disfuncao-sexual-no-homem/#:~:text=Os%20dist%C3%BArbios%20da%20ejacula%C3%A7%C3%A3o%20s%C3%A3o,incapacidade%20de%20ejacular%20(anejacula%C3%A7%C3%A3o)

https://rsaude.com.br/londrina/materia/os-beneficios-da-fisioterapia-pelvica-para-as-disfuncoes-sexuais/12107#:~:text=A%20fisioterapia%20p%C3%A9lvica%20hoje%20atua,chegarem%20ao%20orgasmo%20com%20prazer

Pereira, M. R. L. 2020. Fisioterapia na função sexual e muscular do assoalho pélvico pós-tratamento do câncer de colo do útero. Revista Ciências Em Saúde, 10, 51–55