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Tratamento Fisioterapêutico Para Luxação Congênita do Quadril

Tratamento Fisioterapêutico Para Luxação Congênita do Quadril
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A luxação congênita do quadril se caracteriza pela perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo durante o nascimento. Infelizmente o diagnóstico tardio dessa patologia leva a uma maior complexidade no tratamento, maiores riscos e tempo prolongado de imobilização para a correção do quadril.

Crianças não diagnosticadas de forma precoce apresentam uma marcha ineficiente, com importante limitação nos movimentos por estar com o quadril deslocado. São indivíduos que terão que passar por correção através de cirurgia de grande porte, muitas vezes necessitando de cirurgias ósseas associadas para obter o resultado esperado. O tempo de internação é prolongado e a ocupação do leito hospitalar é longa. Dessa forma tudo isso aumenta a morbidade do procedimento e os riscos de complicações também.

A reabilitação de cada criança – com bom prognóstico – dependerá do tempo do início do tratamento, sendo que a melhor idade para se obter os melhores resultados é até 3 meses de vida, quando é proposta a centralização da cabeça do fêmur no acetábulo através do posicionamento de rã, apresentando assim um ótimo resultado em relação a funcionalidade podendo inclusive chegar à normalidade.

Pesquisas apontam que quando o diagnóstico é realizado antes do terceiro mês de vida, se obtém um tratamento com melhores resultados, em torno de 96%.

O fisioterapeuta, assim como os outros profissionais da área da saúde, precisam ser capazes de atuar na luxação congênita do quadril e estar  habilitados para encontrar sinais suspeitos, como encurtamento aparente de uma das pernas ou limitação na abdução do quadril, mesmo em lactentes que estão sendo tratados por outros motivos.

A fisioterapia no tratamento dessa patologia, junto a equipe multidisciplinar, consiste no auxílio à aplicação dos dispositivos imobilizantes, na orientação dada aos pais e cuidadores da criança sobre os cuidados que o caso exige, na elaboração de um programa específico de exercícios e treinamento da motricidade, entre outros.

Então, para maiores esclarecimentos sobre a luxação congênita do quadril elaboramos este guia sobre a atuação da fisioterapia nessa patologia:

O Que é a Luxação Congênita do Quadril?

Luxação Congênita do Quadril

A luxação congênita do quadril, também chamada de displasia do quadril, é caracterizada pela perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo no nascimento, isso ocorre devido a um mal posicionamento intra-uterino que pode levar a uma frouxidão de estruturas como ligamentos e cápsula podendo gerar no parto uma subluxação ou luxação.

Na luxação não há contato algum entre a cabeça do fêmur e cavidade acetabular, já na subluxação a cabeça femoral mesmo estando deslocada da sua posição anatômica mantém algum contato com a cavidade acetabular.

Apresenta em maior incidência nas mulheres em relação aos homens numa proporção de 8:1, podendo a frouxidão estar relacionada a fatores hormonais.

Quais são os sintomas?

Na luxação congênita de quadril geralmente notam-se as seguintes alterações:

– Diferença de comprimento dos membros inferiores, ou seja, uma perna é mais curta do que a outra;

– As coxas apresentam um padrão de dobras cutâneas diferentes uma relação à outra;

– Ao observar os dois membros inferiores vê-se que as patelas direita e esquerda não se encontram no mesmo nível;

– Uma perna, geralmente, se move mais bruscamente que a outra;

– Amplitude de movimento dos membros inferiores com limitações;

– Atraso no desenvolvimento motor grosso, como engatinhar, sentar e caminhar.

Luxação Congênita do Quadril Tem Cura?

A displasia congênita de quadril tem cura e quanto mais precocemente for diagnosticada e tratada mais rápida a cura poderá ser efetiva.

Observa-se que se reconhecida logo após o nascimento é corrigível com uma medida simples, bastando manter o bebê na “posição de rã” para que a cabeça do fêmur luxada seja reconduzida para o interior do acetábulo permanecendo estável.

Nesta postura por algumas semanas nota-se uma grande evolução para  a normalidade pois o esqueleto do recém-nascido é maleável por ser constituído quase todo de tecido conjuntivo. Mas se a luxação não for tratada poderá se fixar de forma irreversível por ficar sujeita às forças exercidas pela musculatura local.

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Etiologia da Luxação Congênita do Quadril

Tem como etiologia os fatores hereditários (relacionado a frouxidão ou displasia predisponente) ou mecânico (devido ao posicionamento intra-uterino).

Apresenta como fatores de risco: mãe jovem, história familiar, raça branca, sexo feminino, primiparidade, apresentação pélvica no nascimento, recém-nascido com maior altura e peso e deformidades nos pés ou na coluna vertebral.

Foi observado que aproximadamente um em cada 1000 recém-nascidos poderá nascer com luxação de quadril e cerca de 10 em 1000 com subluxação de quadril. Também viu-se que o lado esquerdo é o mais acometido que o direito na proporção de cerca de 60 % / 20 %, e cerca de 20 % é bilateral, sendo que quando o envolvimento é bilateral o lado esquerdo é afetado de forma mais grave que o direito.

 

Classificando a Luxação Congênita do Quadril

–  Típica

É uma luxação decorrente de uma frouxidão existente que ocorre no parto. Por isso é uma patologia mais comum na primeira gestação pois o útero ainda não foi distendido.

–  Teratológica

Este tipo de luxação se caracteriza como uma síndrome pois ocorre dentro do útero em associação com outras alterações morfológicas. É uma alteração que é produzida nos primeiros meses de vida intrauterina sendo encontrado somente quadris luxados, e não aqueles quadros de instabilidade ou subluxação. São incluídas as luxações que se associam à Síndrome de Larsen, deficiências femorais proximais, síndromes genéticas, neuromusculares e artrogripose.

Luxação Congênita do Quadril e a Fisioterapia

A participação do fisioterapeuta no tratamento da displasia congênita do quadril é importante para a melhora da funcionalidade e qualidade de vida do paciente.

Se for realizada no período em que está utilizando gesso é interessante trabalhar com isometria dos músculos dos membros inferiores dentro do gesso, trabalhando o tronco também.

Depois da retirada do gesso tratar com mobilizações ativas, em combinação com exercícios de reforço muscular e reeducação da marcha. Sendo aconselhado a hidroterapia, e exercícios que estimulem as atividades funcionais do corpo.

O treino de marcha deve ser realizado com os membros inferiores alinhados, e iniciado logo que a criança conseguir ficar em pé.

É importante o fortalecimento da musculatura para possibilitar a melhora biomecânica, priorizando adutores, glúteos máximo e médio e extensores de tronco.

O profissional deve estar atento ao ganho de mobilidade para melhora da execução dos movimentos do cotidiano incentivando o trabalho de extensão de quadril, abdominais e movimentos da pelve sobre o fêmur, dessa forma propiciando a ação correta das forças sobre a articulação coxofemoral.

Ao tratar no pós-operatório o objetivo é a recuperação das funções e a prevenção de distúrbios posturais e lesões musculoesqueléticas adotando medidas de prevenção de contraturas, alongamentos e posicionamento adequado.

Como diagnosticar o seu Paciente com Suspeita de Luxação Congênita do Quadril

Para identificar a doença o método mais utilizado é o exame físico, que ocorre logo após o nascimento e durante o primeiro ano de vida.

Os testes realizados variam de acordo com a fase de vida da criança.

Então quando é recém-nascido ao realizar um raio X não é possível visualizar nada pois o esqueleto é predominantemente cartilagem, assim a ultrassonografia seria melhor indicada. O exame de raio X será melhor visualizado somente a partir do sexto mês.

As manobras realizadas nesta fase são a de Ortolani a qual o examinador faz a abdução do quadril da criança partindo de uma flexão de joelho e quadril observando se ocorre uma sensação tátil como um “click” que pode significar uma redução da luxação ou um encaixe da cabeça do fêmur com o acetábulo, e a manobra de Barlow que procura o “click” devido à instabilidade do quadril, sendo provocada pelo deslocamento femoral unilateral.

A partir dos dois meses a redução da luxação não ocorre porque o quadril acaba se estabilizando na posição anatômica ou a luxação pode se tornar definitiva fazendo com que a cabeça do fêmur se eleve e lateralize se tornando definitiva em decorrência de encurtamentos musculares.

Nesta idade os sinais encontrados são o de Hart sendo observada uma limitação na abdução do quadril do lado lesionado por causa do encurtamento dos adutores, e o de Peter-Bade onde ocorre uma assimetria nas pregas cutâneas entre as coxas, apresentando anormalidade onde a prega inguinal e glútea está elevada.

Quando a criança inicia a marcha já é possível visualizar através do raio X a cabeça do fêmur de forma lateralizada, apresentando-se em tamanho menor e sem esfericidade com o acetábulo raso. Observam-se também os sinais motores caracterizando a patologia como: marcha anserina e retardada, bacia alargada por causa da lateralização das epífises femorais, na luxação unilateral nota-se o encurtamento do lado afetado, hipermobilidade da coxo-femoral e hiperlordose.

Exercícios Fisioterapêuticos para cada Fase do Paciente Com Luxação Congênita do Quadril

 

Deslocamento Congênito do Quadril

O tratamento da patologia é desafiador, apresentando como objetivos o diagnóstico precoce, a estabilização do quadril em um posicionamento seguro e a redução da articulação.

As possibilidades de tratamento são divididas conforme as diferentes faixas etárias, assim:

– 0 a 2 meses: nesta fase o tratamento se baseia na ideia de que se mantiver a posição do quadril reduzida em flexão e leve abdução ocorrerá o estímulo para o melhor desenvolvimento da articulação. Assim no primeiro mês utilizam-se fraldas entre as pernas para manter a posição de rã e no segundo mês uma órtese em abdução. O fisioterapeuta atua na prevenção de encurtamento do iliopsoas e adutores, na correção postural e mobilização de tronco.

Atualmente a órtese mais utilizada é o suspensório de Pavlik. Através de suas tiras proporcionam a flexão e abdução da articulação coxofemoral de forma simultânea, podendo diminuir o risco de necessidade de redução cirúrgica.

– 02 a 18 meses: nesta fase os encurtamentos musculares não permitem a redução da luxação de forma passiva. Então é realizada com anestesia geral e precedida de tração cutânea para alongamento dos músculos. É utilizado o  suspensório para alongamento uma semana antes da redução com anestesia quando o fisioterapeuta deve corrigir a postura e mobilizar o tronco, membros superiores e inferiores, cinturas e pescoço.

Após é colocado o aparelho gessado pelvi-podálico durante 6 semanas quando o profissional deve fortalecer os paravertebrais e abdominais, estimular o diafragma e mobilizar o tronco com flexão, extensão e lateralização.

E finalmente é utilizado uma órtese de abdução fazendo com que tenha mais liberdade de movimentos, assim o fisioterapeuta pode trabalhar dissociações de cinturas pélvica e escapular, fortalecer a musculatura de forma geral e alongar os músculos dos membros inferiores.

Então de forma geral nestas fases:

– Enquanto a criança estiver usando suspensório: corrigir a postura sempre e trabalhar na mobilização dos membros superiores, pés, cervical, cinturas e tronco.

– Na fase em que estiver com gesso: atuar na estimulação do diafragma, fortalecimento de paravertebrais e abdominais, mobilização de tronco em flexão, extensão e lateralização, isometria por dentro do gesso dos músculos dos membros inferiores, e assim que ocorrer a liberação do joelho iniciar a mobilização.

– Enquanto estiver com órtese: trabalhar na dissociação de cinturas pélvica e escapular, fortalecimento de forma geral, e alongamento principalmente de membros inferiores.

No caso das condutas não apresentarem resultados positivos é indicado o tratamento cirúrgico.

– 02 a 6 anos: nesta idade é usada primeiro a tração esquelética em associação com a tenotomia dos adutores e iliopsoas e após aparelho gessado. Se não houver uma boa evolução é indicado tratamento cirúrgico. Então a fisioterapia vai atuar com alongamentos e fortalecimento muscular na fase pré-cirúrgica.

– acima de 6 anos: nesta fase espera-se e observa-se a evolução até a fase adulta e caso o paciente apresente artrose é indicado cirurgia, antes a indicação é criteriosa pela possibilidade de invalidez permanente devida à luxação completa. O fisioterapeuta atua na melhora da qualidade de vida adaptando o paciente às condições anormais decorrentes da luxação tornando mais funcional possível, inclusive com exercícios de fortalecimento e alongamentos.

Como Prevenir a Luxação Congênita do Quadril

Para atuar na prevenção da luxação congênita do quadril é muito importante identificar a patologia de forma precoce para que possa ser tratada o mais rápido possível para um melhor prognóstico na reabilitação. Observou-se que o tratamento precoce proporciona aproximadamente 96% de bons resultados.

A observação pré-natal feita pelo obstetra é necessária para identificar quando o bebê exibe um perfil relacionado com a enfermidade. O exame feito pelo pediatra na sala de parto poderá indicar os possíveis casos que serão encaminhados ao ortopedista o mais rápido possível.

Restrições na Realização dos Exercícios Fisioterapêuticos Para Pacientes Com Luxação Congênita do Quadril

Exercícios: Luxação Congênita no Quadril

Na realização das condutas fisioterapêuticas alguns cuidados devem ser tomados na realização dos exercícios para melhora do paciente.

Quando a criança estiver usando a órtese do tipo Pavlik é importante evitar a tração dos membros inferiores em adução, não forçando o movimento contra o suspensório, sempre se certificando das áreas que possam estar sujeitas à compressão; observar também se após o banho a pele está bem seca e se o local de troca de roupa e fralda é segura para evitar quedas. E ao recolocar o suspensório cuidado para não mexer no tracionamento pois qualquer manipulação inadequada pode gerar necrose avascular.

Tomar cuidado para não realizar forças contrárias à tração imposta à cabeça do fêmur, como posicionando a criança em decúbito lateral em uma superfície, então o ideal é suspendê-la com uma almofada embaixo, inclusive ao dormir manter a cabeceira elevada de 15 a 20 graus para não sofrer engasgos. Lembrando que a posição ideal para carregar o lactente é de forma que evite a compressão do gesso e não seja desconfortável, sempre tendo uma base de apoio.

Importante orientar aos cuidadores a utilização de fraldas descartáveis para melhor higiene e prevenção de contaminação vesical; e que a retirada da órtese Pavlik só ocorrerá para tomar banho, mas sempre mantendo-a na posição que a órtese estabelece, cuidando para não forçar os membros inferiores pois pode gerar dor, pois isso evitar roupas, como macacão e calças compridas, que dificultem a abertura das pernas em 90 graus de abdução.

Se a criança estiver utilizando gesso é importante não suspendê-la pelos braços e ficar atento ao elevá-la pois em decorrência do peso do gesso poderá sofrer lesões no tórax, coluna vertebral, abdômen e membros por causa do tracionamento.

Sempre ficar atento na postura em que trabalha com a criança porque devido ao gesso o seu tórax fica com a limitação da expansão.

Prestar atenção quando ocorrer a troca do gesso para o coxo-femoral podálico porque com a liberação da flexão e extensão de quadril o peso do gesso se desloca para os membros inferiores fazendo com que a criança caia para trás portanto é interessante sempre utilizar encostos e almofadas na realização dos exercícios. Nesta fase também cuidar o tipo de manipulação e toque ao mobilizar os membros pois com a retirada do gesso a pele encontra-se sensível.

Ao utilizar uma órtese articulável onde a criança passará a movimentar livremente a articulação dos joelhos, no primeiro momento, não se deve forçar os movimentos, como por exemplo puxar a perna em extensão, por causa da instabilidade da articulação.

Cuidados Que Devem Ser Tomados Ao Tratar Alunos Com Luxação Congênita do Quadril

Em relação aos exercícios é importante estar atento à postura e posicionamento em que o paciente se encontra.

No caso de cirurgia, associar cinesioterapia motora com respiração profunda e lenta procurando expansão pulmonar e manutenção das articulações preservadas para melhor recuperação no pós-operatório.

Sempre verificar o posicionamento adequado no leito conforme o grau de tratamento em que o paciente se encontra, como medida preventiva para a luxação.

Aplicar cinesioterapia motora em todos os membros, potencializando a musculatura envolvida.

Trabalhar na manutenção das articulações para evitar bloqueios desnecessários.

Fortalecer a musculatura geral para melhora da funcionalidade nas atividades de vida diária.

Orientar paciente e familiares para mudanças de decúbito de acordo com o grau de lesão do paciente.

Orientar ao paciente e familiares como ocorrerá a reeducação da marcha para melhor colaboração do paciente.

Iniciar com contrações isométricas de quadríceps, glúteos e outros.

Realização de flexão de extensão da tíbio-társica com exercícios passivos, ativos e resistidos, também inversão e eversão.

Lembrar que quanto mais esclarecido o paciente e seus familiares, mais rápida e fácil será o processo de recuperação, evitando inclusive uma série de complicações.

Cuidar muito posições erradas como encurtamento de fêmur, adução excessiva, rotação interna em excesso, e fraqueza da musculatura abdutora.

Procurar preservar a mobilidade e o desenvolvimento das estruturas ósseas de forma adequada para garantir a sobrevida articular em longo prazo.

Sempre incentivar o reconhecimento dos fatores de risco, protegendo os quadris de recém-nascidos como ao evitar o uso de roupas apertadas que atrapalhem a movimentação das pernas.

Perspectiva Para Pacientes Com Displasia de Quadril – Fisioterapia

Quando a displasia do quadril é reconhecida e tratada de forma precoce, ou seja, logo após o nascimento, observa-se uma rápida evolução chegando até a normalidade.

Mas se o diagnóstico é tardio acabam estabelecendo-se alterações progressivas em ligamentos, cápsulas e ossos tornando o tratamento problemático. Tanto que se for diagnosticado após o início da marcha a correção na maioria das vezes é cirúrgica.

Na descoberta tardia da patologia é comum observar uma série de complicações, sendo a mais comum a diferença de comprimento de membros inferiores, fazendo com que o indivíduo tenha dificuldade na deambulação.

Além disso poderá desenvolver artrose no quadril, escoliose e sofrer com dores na coluna, quadril e pernas.

Por isso é de grande importância o diagnóstico precoce, nota-se que o acompanhamento fisioterapêutico é de grande valia para um melhor prognóstico e melhora na qualidade da marcha, podendo inclusive evitar uma intervenção mais invasiva para reduzir a luxação.

Conclusão

Exercício para o Quadril

Pela importância do diagnóstico precoce da luxação congênita do quadril para um bom prognóstico, inclusive podendo levar à normalidade, torna-se evidente a responsabilidade dos profissionais de saúde na recuperação deste paciente, pois o maior propósito deve ser o de resguardar a criança de complicações e sequelas no futuro.

O fisioterapeuta deve se preocupar também com as orientações dadas aos familiares e cuidadores para melhor resposta ao tratamento.

O lactente portador da luxação congênita de quadril tem muita necessidade de vários cuidados que possam proporcionar uma melhor qualidade de vida, que visa não somente o bem-estar físico, mas também o social e o mental. Pois deve-se ressaltar que a interação e o convívio social com o meio farão da criança um indivíduo mais feliz e participativo na sua reabilitação.

Então ao considerar a necessidade de uma assistência contínua, desempenhada pelo fisioterapeuta, com o objetivo de impedir possíveis complicações e sequelas, torna-se evidente que esse profissional se constitui num elemento importante não só na reabilitação.

Mas também no fornecimento de subsídios aos portadores de luxação congênita do quadril, seus familiares e cuidadores através da ampliação de seu conhecimento sobre a patologia.

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2 Comentários

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  1. Eu tive a minha com 3 anos de idade. E agora eu tenho 20 anos e uns 7 cm de diferença da direita menor. Tem alguma correção? Como que é o procedimento? Queria tirar essa dúvida. Sinto muitas dores. Na perna menor com o peso do corpo sobrecarregado a perna ?

    • Fábio,

      Recomendo que você procure um médico/fisioterapeuta para te ajudar a tratar. Ele poderá analisar de perto e te dar um feedback mais consistente ao ver a situação.

      Atenciosamente,

      Blog Fisioterapia

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