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Entenda os Tipos de Dorsalgia e os Tratamentos Fisioterapêuticos

Entenda os Tipos de Dorsalgia e os Tratamentos Fisioterapêuticos
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A dorsalgia é a síndrome clínica caracterizada por dor na região torácica posterior. A dor nessa região pode estar relacionada às estruturas ósseas (12 vértebras torácicas), à musculatura, aos tecidos adjacentes e às vísceras intratorácicas ou intra-abdominais.

A dorsalgia é mais frequentemente decorrente de alterações musculoesqueléticas, que podem estar relacionadas a alterações posturais para atividades da vida diária e do trabalho.

Podem ainda ser decorrentes de lesões traumáticas (fraturas de vértebras, costelas ou luxações), inflamatórias, osteoporose e alterações degenerativas.

Outras causas de dor podem estar relacionadas a osteomielite vertebral, anormalidades congênitas da coluna ou do tórax (escoliose, hipercifose), artrite infecciosa, doença de Paget, epifisite vertebral infecciosa, lesões vertebrais por tumores e herniação discal torácica.

Incidência

Atualmente, nos EUA, a dorsalgia é a segunda razão mais frequente de visitas aos consultórios médicos. A prevalência de dor vertebral nos EUA foi calculada em até 37% e o pico de incidência ocorre entre as idades de 45 e 60 anos.

Esses dados mostram que 80% de todos os americanos buscarão atendimento médico em alguma época de suas vidas, em razão da dorsalgia aguda.

História Natural da Dorsalgia

A seguir são descritos a duração dos sintomas e os prognósticos das formas aguda, subaguda e crônica da dor:

Aguda

Duração dos sintomas – menos de 6 semanas

Prognóstico – 60% dos pacientes recuperam a função dentro de 1 mês

Subaguda

Duração dos sintomas – 6 a 12 semanas

Prognóstico – 90% dos pacientes recuperam a função dentro de 3 meses

Crônica

Duração dos sintomas – 12 semanas ou mais

Prognóstico – Pouquíssima tendência a regredir

Em geral, o tratamento dos pacientes classificados nos grupos de bom prognóstico deve consistir em medidas de suporte, evitando procedimentos cirúrgicos, pois podem causar mais danos do que benefícios.

Já os pacientes que não conseguem obter a melhora esperada devem ser reavaliados e devem ser realizados outros exames diagnósticos para se excluir a existência de distúrbios ocultos potencialmente graves.

Classificação Da Dorsalgia

Anatomia da Coluna Vertebral

A dorsalgia possui subclassificações baseadas nas manifestações, que são muito úteis para se determinar o prognóstico, plano de tratamento e exames para o diagnóstico.

Dor vertebral inespecífica

A dor vertebral inespecífica é o diagnóstico mais comum. Apesar da existência de muitas doenças reconhecidamente associadas à dorsalgia, a fisiopatologia desse grupo diagnóstico mais comum ainda é desconhecida.

No geral, a dor vertebral inespecífica parece secundária à disfunção musculoesquelética, mas até hoje não foi possível detectar anormalidades consistentes e específicas.

Sintomas Radiculares

Geralmente está associada a irritação ou a compressão dos nervos espinhais.

Distúrbios Vertebrais Potencialmente Graves

  • Distúrbios reumáticos – espondilite anquilosante, artrite psoriática, espondiloartropatia reativa, artrite reumatóide, polimialgia reumática, distúrbios reumáticos não-articuares.
  • Câncer – tumores primários da coluna vertebral (mieloma múltiplo, outros tumores dos ossos ou cartilagens), metástases vertebrais
  • Infecções – osteomielite, discite, abscesso peridural, herpes-zoster
  • Distúrbios vasculares – aneurisma da aorta abdominal por causa de ruptura, hematoma peridural, hemoglobinopatia
  • Distúrbios metabólicos – endometriose, torção de um órgão ou estrutura, doença inflamatória pélvica, prostatite, cistite
  • Distúrbios abdominais – articulações facetarias, estenose vertebral, músculos paravertebrais, articulação sacroilíaca, espondilólise ou espondilolistese, dorsalgia inespecífica
  • Outras causas – articulação do quadril, articulação do ombro, articulações costovertebrais, bolsa trocantérica, Síndrome de Guillain-Barré, irritação meníngea, síndrome fibromiálgica
  • Fatores psicológicos

Avaliação

No momento da avaliação inicial é importante ter em mente que o sintoma dor não é específico do aparelho musculo-esquelético-articular e que apenas expressa irritação localizada. A mesma topografia de dor pode ser enganosa ao identificar o ponto de origem do problema patológico, devido a presença de uma dor referida.

A avaliação de um paciente que se queixa de dorsalgia geralmente não é um procedimento simples, pois a causa real da dor é detectada em apenas 20% dos casos.

Apesar disso, a necessidade de excluir doenças graves que se evidenciam por dorsalgia exige uma avaliação detalhada do paciente, por uma abordagem metódica com relação custo-benefício favorável.

Em geral, a história e o exame físico iniciais complementados por exames laboratoriais básicos são suficientes para identificar pacientes sob risco de doenças graves, que apresentam “sinais de alerta” ou que necessitam de uma investigação mais detalhada.

 Tipos de Dorsalgia

A classificação etiológica dos quadros dolorosos dorsais envolve alguns grandes subgrupos sob o ponto de vista ortopédico: neoplásicos, metabólicos, degenerativos, traumáticos, estruturais e infecciosos.

Neoplásticos

Tumores benignos e malignos primários ou metastáticos podem ser causa de uma dorsalgia.

Os tumores ósseos primários, em nível da coluna vertebral, são raros em comparação com os metastáticos, que são bem mais comuns.

Aproximadamente 40 a 80% dos pacientes que vão a óbito por neoplasia maligna apresentam metástases ósseas, sendo a coluna vertebral a localização preferencial.

A histórica clínica, característica da dor, idade e antecedentes dos pacientes podem sugerir essa possibilidade diagnóstica. Queixas de perda de peso, anorexia e fadiga são bem comuns.

Sintomas

A dor neoplástica é frequentemente referida na coluna vertebral, com piora a noite, que desperta o paciente. A dor não tem característica mecânica. Não tem relação com as atividades e não cessa com o repouso.

O aumento da dor com movimentos e atividades pode se apresentar na fase tardia da doença e na presença de instabilidade vertebral por fraturas patológicas.

A dor pode ser referida ou radicular. Quando a dor é radicular, pode indicar compressão ou invasão e raízes nervosas pela expansão do tumor ou fratura patológica.

O exame físico pode evidenciar escolioses e cifoses com ângulo agudo, dor localizada à palpação e dígito pressão das apófises espinhosas, além da presença de contraturas musculares e tumorações à palpação.

 Metabólico

A principal causa metabólica de comprometimento vertebral é a osteoporose, doença degenerativa que causa diminuição de massa óssea e aumento do risco de fraturas.

A osteoporose pode causar fraturas típicas na coluna vertebral dorsal ou micro fraturas, determinando dorsalgia e cifose torácica progressiva, aumentando o risco para novas fraturas e dor.

Sintomas

A dor geralmente tem início súbito e é muito intensa, diminuindo gradativamente ao longo de alguns meses.

 Degenerativos

A espondilose é um processo que afeta todos os níveis da coluna vertebral, e consiste em alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

A espondilose acompanha o envelhecimento humano, sendo muitas vezes difícil diferenciar alterações normais do avanço da idade com alterações fisiopatológicas potencialmente causadoras de dor.

Alterações bioquímicas e biomecânicas envolvidas nos processos degenerativos são causas frequentes de dor ao nível da coluna vertebral dorsal e lombar, mas o diagnóstico diferencial com outras patologias deve sempre ser considerado.

Sintomas

Dores na região torácica que pode irradiar para costelas

 Traumáticos

A dorsalgia traumática é o principal fator etiológico. Nesta categoria se incluem as distensões musculo-ligamentares, contusões e fraturas.

A história de trauma, esforço físico exagerado e atividade laboral em posições anormais são bem frequentes e auxiliam no momento da avaliação.

O exame radiográfico é útil para avaliação e diagnóstico. O exame físico geralmente localiza o ponto álgico, onde é frequente a contratura da musculatura paravertebral, a dor costal ou intercostal e a limitação funcional antálgica moderada.

Sintomas

A evolução do quadro de estende por um período curto, de cinco a sete dias, com um alívio significativo com repouso, anti-inflamatório não-esteroide e medicação sintomática. Já as fraturas costais costumam promover dor por um período de três a quatro semanas.

 Estruturais

As anormalidades estruturais da coluna dorsal causam, com bastante frequência, uma dorsalgia mecânica.

No grupo etiológico estrutural os principais fatores são a doença de Scheuermann e o tipo pós-traumático.

A doença de Scheuermann, também conhecida como dorso curvo juvenil apresenta uma grande cifose torácica, acunhamentos vertebrais e irregularidades das placas efisiárias vertebrais e discais nos adolescentes. É predominante no sexo masculino e a dorsalgia é a queixa comum na evolução da doença.

O tipo pós-traumático se refere aos casos de sequelas de fraturas e a dor está relacionada com a instabilidade e deformidade com repercussão biomecânica.

Sintomas

Dor que aumenta com posições que aumentam a pressão aplicada à coluna vertebral.

 Infecciosos

As infecções no nível da coluna dorsal podem comprometer o tecido ósseo, discal ou nervos (Herpes Zoster) e são causa comum de dorsalgia, tanto em crianças como em adultos.

A infecção pode ser classificada como granulomatosa (TBC ou fúngica) e não granulomatosa (bacteriana).

Sintomas

Dorsalgia aguda de início recente em pacientes com história recente de infecção, febre ou dor intensa em repouso.

Fatores de risco/Diagnóstico

O exame radiográfico é útil na avaliação e diagnóstico.

O exame físico geralmente localiza o ponto álgico. É frequente encontrar a contratura da musculatura paraverterbral, a dor costal ou intercostal e a limitação álgica moderada.

Quando não há melhora clínica e/ou desproporção entre intensidade da dor e mecanismo traumático ou dor sem características mecânicas, pode ser necessário uma investigação complementar com estudos por imagem como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética nuclear.

Diagnóstico Diferencial

O diagnóstico diferencial auxilia para um diagnóstico correto da doença que pode estar causando a dorsalgia.

Doenças como espondilite anquilosante, artrite psoriática, artrite reumatóide, fibromialgia, doença neoplásica e etc podem causar dores na coluna torácica, e uma avaliação minuciosa pode auxiliar para um diagnóstico correto e tratamento eficaz.

Conhecer os sintomas auxiliam no diagnóstico diferencial. Em geral, os distúrbios reumáticos são evidenciados por rigidez matinal significativa. Com leve atividade física, a dor geralmente melhora, e ao decorrer do dia, com a atividade prolongada, a dor começa a piorar novamente.

Nos casos típicos, a coluna vertebral geralmente é mais afetada nos distúrbios reumáticos. Em alguns casos, a doença se limita a uma região bem demarcada.

Existem alguns achados típicos que diferenciam a dor vertebral neoplásica da dor vertebral não oncológica. A dor que acorda o paciente durante a noite geralmente indica um processo neoplásico. A percussão da coluna vertebral geralmente é dolorosa das doenças neoplásticas, mas indolor nos casos de doença não oncológica.

Tratamento Fisioterapêutico

Tratamento da Dorsalgia

O tratamento fisioterapêutico varia de acordo com a fase da doença: aguda, subaguda e crônica.

Fase Aguda

O uso de modalidades físicas e massagem para diminuir a dor e o edema decorrentes de sintomas agudos é apropriado nessa fase.

O treinamento cinestésico da postura neutra ou funcional da coluna, movimentos não-destrutivos na amplitude indolor, percepção e ativação da musculatura intrínseca e manobras de treinamento funcional básico são ensinados caso essas técnicas não exacerbem os sintomas.

Objetivos e condutas do tratamento para problemas agudos da coluna vertebral:

  • Educar o paciente

É necessário envolver o paciente em todas as atividades para que ele aprenda o autocuidado. É preciso informar sobre o progresso esperado e as precauções.

  • Diminuir sintomas agudos

Modalidades físicas, massagem, tração ou manipulação conforme a necessidade. O repouso, se for necessário, deve ser feito apenas nos primeiros dias.

  • Demonstrar posturas seguras

Praticar posições e movimentos e experimentar o efeito na coluna. Se for necessário, prescrever suporte passivo e órteses.

  • Ensinar o desempenho seguro de atividades de vida diária básicas

Rolar, sentar, ficar em pé e andar em posturas seguras.

Fase Subaguda

Quando os sinais e sintomas do processo inflamatório estiverem sobre controle e a dor não for mais constante, o paciente avança para um programa seguro de exercícios de resistência à fadiga e fortalecimento, visando preparar o tecido para atividades funcionais e o treinamento de reabilitação.

Atividades funcionais que podem ser realizadas com segurança são retomadas.

A intervenção nesse estágio é crítica, porque ou o paciente se sente bem a ponto de exagerar nas atividades, lesionando novamente os tecidos, ou sente medo e não retoma os movimentos seguros de modo adequado, desenvolvendo comprometimentos que levam a restrições funcionais.

Esses dois extremos podem atrasar o processo de recuperação.

Objetivos e condutas do tratamento para problemas subagudos da coluna vertebral:

  • Educar o paciente no autocuidado e em como diminuir episódios de dor

Engajar o paciente em todas as atividades, enfatizando movimentos e posturas seguras e indicar um programa de exercícios em casa

Pode ser necessário a realização de uma adaptação ergonômica do ambiente de trabalho e domiciliar.

  • Avançar para consciência e controle do alinhamento postural

Praticar o controle ativo da coluna em posições indolores, com todos os exercícios e atividades. Praticar a correção da postura.

  • Aumentar a mobilidade nos músculos, articulações e fáscias retraídos

Mobilização e manipulação articular, inibição muscular, auto-alongamento

  • Ensinar técnicas para o desenvolvimento do controle neuromuscular, força e resistência à fadiga

Avançar com exercícios de estabilização, aumentando as repetições e os desafios. Iniciar o fortalecimento dos membros com ativação da musculatura intrínseca.

Iniciar e avançar com exercícios dinâmicos de fortalecimento do tronco.

  • Desenvolver a resistência cardiopulmonar

Exercícios aeróbicos de intensidade baixa a moderada, enfatizando a tendência postural

  • Ensinar técnicas e alívio do estresse e relaxamento

Indicar exercícios de relaxamento e alívio da sobrecarga postural.

  • Ensinar mecânica corporal segura e adaptações funcionais

Praticar a estabilidade da coluna em atividades como levantar, empurrar, puxar e alcançar objetos.

Praticar atividades específicas para o resultado desejado, enfatizando o controle postural, resistência à fadiga e cadência dos movimentos.

Fase Crônica

Pacientes que foram corretamente tratados nas fases aguda e subaguda de recuperação com exercícios realizados de forma apropriada provavelmente terão comprometimentos mínimos, que não impedirão ou restringirão as atividades diárias.

Porém, pessoas que precisam manusear materiais pesados ou que trabalham com atividades de alta demanda, podem precisar de um treino adicional de reabilitação. Isso fará com que o retorno se dê com segurança a essas atividades de alta demanda, para evitar uma nova lesão.

Nesse estágio é importante enfatizar o condicionamento e o controle da coluna durante as atividades de alta intensidade e repetitivas.

Objetivos e condutas do tratamento para problemas crônicos da coluna vertebral:

  • Enfatizar o controle da coluna em atividades repetitivas e de alta intensidade

Praticar o controle ativo da coluna em várias atividades de transição que desafiem o equilíbrio.

  • Aumentar a mobilidade nos músculos, articulações e fáscias retraídos

Mobilização e manipulação articular, inibição muscular, auto-alongamento.

  • Melhorar o desempenho muscular: força, coordenação e resistência à fadiga dinâmica de tronco e membros

Exercícios dinâmicos resistidos de tronco e membros, enfatizando metas funcionais.

  • Aumentar a resistência cardiopulmonar

Avançar com a intensidade dos exercícios aeróbicos

  • Enfatizar o uso habitual de técnicas de alívio de estresse e relaxamento para correção de postura

Ensinar movimentos e posturas para aliviar a sobrecarga. Se necessário, aplicar mudanças ergonômicas ao ambiente de trabalho e domiciliar.

  • Ensinar uma progressão segura de atividades de alto nível e alta intensidade

Prática progressiva usando um treinamento específico, para que as atividades que sejam coerentes com o resultado funcional desejado, enfatizando controle da coluna, resistência à fadiga, cadência e velocidade.

  • Ensinar hábitos saudáveis de exercícios para a automanutenção

Orientar o paciente sobre os benefícios de manter um bom preparo físico e uma mecânica corporal segura.

Além da fisioterapia convencional, outras técnicas de reabilitação podem ser utilizadas no tratamento da dorsalgia:

 RPG

A Reeducação Postural Global é um método fisioterápico, que considera o sistema muscular de forma integrada no qual os músculos se organizam em um conjunto denominado de cadeias musculares, baseando-se no alongamento de músculos encurtados.

Esse método possibilita ao fisioterapeuta a avaliação global do comprometimento do indivíduo, propondo uma atuação fisioterápica mais eficaz, tratando as causas e as consequências.

O RPG atua de forma globalizada, alongando as cadeias musculares encurtadas, através de posturas de estiramento ativo usando a modalidade de musculação isotônica excêntrica, que alonga o grupo muscular tratado e ao mesmo tempo, aumenta a força muscular.

O método é indicado para várias patologias, como problemas morfológicos (escolioses, cifolordoses, pés planos, etc), problemas pós-traumáticos, problemas respiratórios, problemas neurológicos, problemas do esporte e problemas articulares, como as cervicalgias, lombalgias e dorsalgias.

 Acupuntura

Na acupuntura o universo se baseia na oposição entre duas forças antagônicas, que devem estar com igual intensidade de força para que haja o equilíbrio. Na acupuntura não existe uma doença, mas sim um doente que necessita de um tratamento geral, visando seu equilíbrio como um todo.

A Organização Mundial da Saúde lista mais de 40 doenças para quais a acupuntura está indicada, como distúrbios das vias aéreas superiores, distúrbios do sistema respiratório, distúrbios do sistema neurológico, ginecológico, distúrbios funcionais gastrintestinais e distúrbios musculares, tendinosos, articulares e esqueléticos, como torcicolos, algias do combro, cotovelo e punho, lombalgias, cervicalgias e dorsalgias.

A acupuntura procura determinar a natureza da doença ou da desarmonia da mente ou do corpo. Através de uma avaliação minuciosa, são analisados os sintomas, históricos familiares e de doenças, dieta, estilo de vida, comportamentos da digestão e circulação. São observados o ritmo do sono e alterações emocionais. Também são observados a postura, cor da face, jeito de falar e respiração.

Identificado à causa ou as causas, são selecionados os locais onde será feito o tratamento.

São inseridas finas agulhas por alguns minutos nos locais identificados. Durante o tratamento ocorre uma sensação de bem star e relaxamento. A estimulação elétrica também pode ser utilizada através das agulhas.

Atualmente, a acupuntura está sendo usada em mais de 140 países como uma terapia alternativa com poucos efeitos colaterais, de simples manipulação e baixo custo.

 Osteopatia

A osteopatia é um tratamento recente surgido nos Estados Unidos, cujo criador foi o Dr. Andrew Taylor-Still (1828-1917).

A definição de osteopatia é: uma abordagem diagnóstica e terapêutica das disfunções de mobilidade tissulares em geral, e articular, em particular, no quadro de suas participações no aparecimento da doença.

As técnicas de manipulação fazem parte de um conjunto de manobras que pertencem ao acervo da prática da terapia manual, especialidade da fisioterapia em que os instrumentos de trabalho são as mãos.

As técnicas de manipulação são, geralmente, uma forma de tratamento seguro, com alto grau de aceitação e satisfação por parte dos pacientes.

A utilização das técnicas produz um efeito indolor e promove o aumento da amplitude de movimento no segmento a ser manipulado, ao mesmo tempo em que atua nos mecanismos neurofisiológicos da diminuição da dor, possibilitando o ganho de mobilidade em áreas restritas do sistema musculoesquelético, o que contribui para um realinhamento postural.

Uma das características significantes e principais benefícios da manipulação articular na prática clínica é o seu efeito imediato sobre a dor, ou seja, a imediata hipoalgesia pós-manipulação.

Outra característica que se destaca na osteopatia é a forma holística ou global que esta técnica utiliza no tratamento de várias patologias osteo-mio-articulares, como a cervicalgia e a dorsalgia.

Como Prevenir?

A prevenção da dorsalgia e das dores de coluna em geral deve começar pelo paciente, que deve tomar alguns cuidados na realização de atividades de vida diária e profissional que possam sobrecarregar a coluna e causar dores.

Cuidados gerais:

  • Ao pegar objetos no chão não realizar a flexão de coluna. O correto é se agachar para pegar o objeto.
  • Ao levar objetos pesados, não ultrapassar a altura da cintura
  • Ao pegar um objeto que está na parte de trás, girar todo o corpo (tronco e quadril) e não apenas o tronco.
  • Evitar carregar pesos de um lado só do corpo. Procurar distribuir o volume em cada lado
  • Manter a cabeça no mesmo alinhamento da coluna, em pé e sentado
  • Em casa e no trabalho é necessário sentar-se em uma cadeira anatômica, que apoie corretamente toda a coluna
  • Sentar-se de uma forma que os joelhos fiquem mais altos que o quadril. Caso seja necessário, use um apoio para os pés
  • A cadeira deve ter apoio lateral para os braços, que precisam repousar de forma confortável sobre os apoios
  • Ao realizar trabalho de escritório, a cada duas horas faça um intervalo para caminhar e se alongar

Ao dirigir:

  • Empurrar o assento de uma forma que os joelhos fiquem mais altos que os quadris, pois isso reduz a tensão das costas e os músculos dos ombros
  • Em viagens longas, parar a cada uma ou duas horas e caminhar para aliviar a tensão muscular

Ao dormir:

  • Dormir sobre um colchão firme e evitar
  • Evitar dormir em redes e no sofá

Além de tudo isso, a prática de exercícios físicos colabora para a manutenção da força e flexibilidade muscular, que previnem diversas lesões musculoesqueléticas.

Melhores Exercícios Para Postura Correta

Alongamento para Coluna

Alongamento de Coluna

Deitar em decúbito dorsal. Abraçar as duas pernas e tracioná-las em direção ao peito. Manter a posição por 30 segundos.

Alongamento de Isquiotibiais

Paciente em decúbito dorsal. Passar uma faixa em um dos pés e realizar uma flexão de quadril com extensão de joelhos. Manter por 30 segundos e depois realizar na outra perna.

Mobilização de Coluna (The Cat)

Ficar na posição de quatro apoios, com as mãos na altura dos ombros.

Realizar movimento de mobilização de quadril e cervical, fazendo “bolinha” com a coluna – quadril em retroversão e flexão de pescoço, depois quadril em anteversão com extensão de pescoço. Repetir 10 vezes.

Ponte

Paciente em decúbito dorsal, sem apoio de cabeça.

Realizar elevação de quadril com os membros apoiados lateralmente. Repetir 10 vezes.

Extensão de Coluna

Paciente em decúbito ventral, com as mãos apoiadas lateralmente e cotovelo na altura dos ombros, flexionados a 90º. Solicitar uma extensão de coluna até extensão completa dos cotovelos. Repetir 10 vezes.

Prancha

Paciente em decúbito ventral. Solicitar que mantenha a posição de prancha, sustentando todo o corpo pelos pés e apoios dos antebraços.

Manter a posição por 30 segundos.

O Papel do Fisioterapeuta

Tratamento na Região Torácica

Na dorsalgia o fisioterapeuta precisa realizar uma avaliação minuciosa a fim de identificar a real causa do problema, para assim, traçar objetivos e condutas que possam de fato tratar a doença e restabelecer a as atividades funcionais do paciente.

É necessário promover a analgesia, diminuição da inflamação e promover o ganho de força e flexibilidade muscular da região dorsal, além de tratar também a doença primária (quando existente) que possa estar causando a dorsalgia.

Além da reabilitação, o fisioterapeuta precisa orientar o paciente quanto a realização de suas atividades de vida diária e profissional, para que ele evite movimentos que possam causar dores e recidivas da lesão na coluna.

Com uma boa reabilitação e orientação, o paciente com dorsalgia poderá realizar suas atividades de forma satisfatória, sem dor, mantendo uma boa qualidade de vida.

Cuidados e Restrições

Durante o tratamento e após, o paciente precisa tomar alguns cuidados na hora da realização das suas atividades. O paciente deve evitar movimentos bruscos e errados da coluna e realizar atividades em casa para manter a flexibilidade e força, para evitar novas dores e recidivas.

Os cuidados gerais a serem tomados já foram descritos no tópico “Como prevenir”.

Conclusão

dorsalgia

A dorsalgia é uma condição álgica situada na região torácica posterior, que pode se originar de afecções que acometem estas estruturas ou ser referida de órgãos situados à distância.

Na maioria dos casos o tratamento é conservador, com uso de fármacos e fisioterapia.

A fisioterapia é bastante eficaz no tratamento da dorsalgia e são utilizados vários recursos para melhora dos sintomas, como recursos físicos, terapia manual e cinesioterapia. Além disso, as técnicas de osteopatia são amplamente utilizadas e apresentam bons resultados, reabilitando o paciente e devolvendo suas condições funcionais, mantendo sua qualidade de vida sem restrições ou sequelas.


 

Referências
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ZARDO, E.A. Causas esqueléticas de dor torácica. Revista AMRIGS, Porto Alegre, 46, n. 1,2, p. 21-24, 2002.
KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e técnicas. 5ªed. São Paulo: Manole, 2009. 939p.
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FURTADO, V.T.S. Benefícios da acupuntura nos esportes de alto rendimento. Disponível em: < http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/13/27_-_Beneficios_da_acupuntura_nos_esportes_de_alto_rendimento.pdf>
FILHO, P.T.S. Osteopatia no tratamento da cervicalgia crônica. Disponível em: < http://files.terapias-manuais.webnode.pt/200000026-ae592af537/Osteopatia%20no%20tratamento%20da%20cervicalgia%20crónica.pdf>.
STUMP, P et al. Dorsalgias. Revista Medicina, São Paulo, 80, ed. esp. pt.2, p. 335-340, 2001.

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