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Nos últimos meses, as pessoas foram obrigadas a aceitar um comportamento bem mais sedentário do que estavam acostumadas. Devido a inúmeros fatores, muitas se depararam com casos de dores antes inexistentes. A dor na região lombar, por exemplo, tem sido a mais comum. Aí, muitos se perguntam: como aliviar dor lombar crônica? O que posso fazer sobre isso?

Por isso, continue lendo para entender mais sobre o que é e quais são as causas da desse quadro. Ainda, saiba como instruir seus pacientes para que eles possam aliviar essas dores em casa! Vamos lá?

Os efeitos da quarentena para o corpo

Nesse momento em que estamos trancados em nossas casas, saindo apenas para o que é realmente essencial, naturalmente acabamos ficando mais parados. Nesse sentido, é claro que aquelas pessoas que não praticavam exercício físico regularmente continuam não fazendo e reduziram ainda mais esse ritmo.

Enquanto isso, aquelas que estavam engajadas em alguma prática de exercício regular provavelmente a abandonaram ou tiveram que reduzir drasticamente sua execução. Ao mesmo tempo, uma parte desses indivíduos teve que adotar um estilo de trabalho que não fazia parte da própria realidade: o home office.

Por exemplo: as pessoas não estão mais saindo para trabalhar de forma habitual. Elas também não estão indo a academia e, de uma forma geral, não estão mais saindo de casa – a não ser pelas idas ao supermercado.

Além disso, devido ao home office muitas pessoas estão utilizando o computador durante mais horas por dia e com maior frequência para trabalhar. Isso faz com que adotem a postura sentada por mais do que estavam habituados.

Tudo isso unido ao aumento do estilo mais sedentário e à utilização mais frequente de computadores, celulares e televisão, fez com que as pessoas se tornassem mais suscetíveis a exacerbar quadros álgicos na coluna vertebral. Mas o que exatamente causa a dor lombar? Continue lendo para descobrir!

O que é e quais são as causas da dor lombar?

Womersley e May (2006) observaram que indivíduos que apresentavam dor na coluna costumavam permanecer na posição sentada por longos e ininterruptos períodos. Além disso, eles também apresentavam uma postura mais flexionada e relaxada se comparados àquelas pessoas que não apresentavam quadro álgico. (Womersley e May 2006). 

Isso sugere que os hábitos individuais de sentar podem estar diretamente relacionados à dor lombar, mesmo que os links causais não sejam claros. Nesse sentido, a situação parece piorar quando falamos de pacientes que apresentam dores lombares crônicas.

A dor lombar crônica é definida como a dor lombar inespecífica com duração superior a 12 semanas (Ringheim, Indahl, e Roeleveld 2019 APUD; Koes, van Tulder, e Thomas 2006).

Além disso, ela é caracterizada por desconforto localizado geralmente abaixo da margem costal e acima da prega do glúteo inferior, podendo ou não apresentar dor irradiada para perna (Airaksinen et al. 2006).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o quadro álgico lombar é um dos mais frequentes problemas músculo-esqueléticos em todo o mundo. Por isso, é muito importante saber o que se pode fazer para aliviar dor lombar crônica (Woolf e Pfleger 2003).

Os multífidos lombares, por exemplo, são músculos bilaterais e potentes estabilizadores da coluna. A atrofia dessa musculatura pode estar presente na maioria dos pacientes com dor lombar, principalmente naqueles que apresentam a dor crônica (Crossman et al. 2004).  

Através de estudo, Ringheim et al (2019) testaram 18 pacientes com dor crônica durante a manutenção da postura sentada, observando que ocorria maior compensação da postura e maior percepção de esforço desses indivíduos quando comparados àqueles sem dor lombar (Ringheim, Indahl, e Roeleveld 2019).

Intervenções para aliviar dor lombar crônica em tempos de pandemia

Como profissionais do movimento, mesmo que no momento não possamos realizar intervenções de forma presencial, podemos atuar como profissionais de saúde que somos e orientar e educar nossos pacientes.

Nesse sentido, uma das recomendações de elevada qualidade preconizada por todas as diretrizes para aliviar dor lombar crônica refere-se à educação do paciente, incluindo conselhos e informações que promovam a autogestão (Wong et al. 2017 APUD; Cutforth, Peter, e Taenzer 2011).

Nesse momento, nosso conhecimento sobre biomecânica e, principalmente, o conhecimento sobre nosso paciente, nos permite criar gestões que possibilitem orientá-los sobre posturas durante o home office e durante as horas de lazer. As intervenções educacionais breves com objetivo de melhoria em curto prazo são altamente recomendadas pelas diretrizes (Wong et al. 2017 APUD; Airaksinen et al. 2006).  

Além disso, vale a pena ficarmos atentos àqueles nossos pacientes que já apresentavam casos de dores lombares crônicas. Se não podemos atendê-los, talvez possamos acompanhá-los remotamente para orientá-los quanto às posturas adotadas para aliviar dor lombar crônica.

Ainda, podemos falar da importância de mudar a posição de trabalho com mais frequência e da relevância de manter-se ativo – mesmo que por menos vezes – dentro de suas residências. 

Exercícios para aliviar dor lombar crônica

Mesmo distantes, segue sendo papel do profissional de Fisioterapia zelar pela saúde do seu paciente. Nesse sentido, seguem abaixo alguns exemplos de exercícios que podem ser repassados aos seus pacientes para aliviar dor lombar crônica.

Todos eles são de fácil execução e irão ajudá-los a manter o máximo possível da mobilização do segmento lombo-pélvico. Olha só:

Exercício 1: Na posição de quatro apoios, peça ao paciente para apoiar-se em uma das pernas e elevar o braço contralateral. Repita o exercício com a outra perna e o outro braço. Esse exercício deve ser realizado de forma lenta e mantendo a respiração constante. Realize cinco repetições de cada lado.

Exercício 2: Na posição de decúbito dorsal, eleve o quadril ao máximo sem sentir dor. Repita cinco vezes de forma lenta e mantendo a respiração suave e profunda.

Exercício 3: Na posição de quatro apoios, realizar mobilização da coluna elevando e abaixando o segmento de forma suave e lenta. Mantenha a respiração constante e fluida. Realize cinco repetições.

Ainda, é importante ressaltar com seu paciente que ele deve realizar esses exercícios de forma suave, devagar e mantendo a respiração constante. Vale lembrar que ele não deve sentir dor nem desconforto durante nem após a realização dos exercícios. Caso isso aconteça, a orientação é que o exercício seja interrompido.

Acompanhamento educacional

O acompanhamento educacional desse paciente se faz através do nosso conhecimento quanto à postura mais adotada por ele durante as horas em que permanece trabalhando ou nos momentos em que fica a usar o celular. 

Ensinando-os sobre os cuidados com a coluna lombar, é importante orientá-los em relação à postura sentada diante do computador. Nesse sentido, ele deve ser instruído a:

  • manter a altura do computador compatível e alinhada com os olhos;
  • estar com a coluna recostada na cadeira;
  • se atentar em manter os ombros relaxados;
  • manter os braços apoiados na mesa enquanto digita ou opera no mouse;
  • manter os pés apoiados no chão (evitando permanecer com os joelhos flexionados durante períodos longos);

Às vezes, fica difícil para o paciente seguir essas instruções por situações logísticas. Apesar disso, mantenha seu paciente consciente de que se ele não conseguir seguir todas as orientações, para aliviar dor lombar crônica ele deve ao menos:

  • evitar permanecer na mesma posição por muito tempo (qualquer que seja a postura);
  • levantar e movimentar-se constantemente durante períodos de intervalo;
  • beber bastante água e ir ao banheiro com frequência durante o período de trabalho;

Conclusão

Com algumas orientações e com nosso acompanhamento remoto, é possível minimizar as injúrias relacionadas a esse período de maior sedentarismo e maior uso dos artefatos tecnológicos. Por isso, continue atento aos seus pacientes passando orientações sobre como aliviar dor lombar crônica.

Apesar disso, é claro que esse tipo de abordagem jamais substituirá a intervenção e o contato próximo com seu paciente. Entretanto, diante da situação atual, devemos nos adaptar – sempre lembrando e incentivando nossos alunos a retornarem às clínicas e estúdios assim que a situação estiver controlada.

Mas lembre-se de somente dar esse passo quando a situação estiver realmente tranquila, para nunca prejudicar seus pacientes.

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