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O autismo é também conhecido como a Síndrome de Asperger, trata-se de um transtorno invasivo do desenvolvimento que pode ser identificado antes dos três anos de idade.

Faz parte do grupo dos Transtornos Invasivos de Desenvolvimento (T.I.D.) e as suas principais características consistem em: comportamentos repetitivos, limitações de atividades e interesses, comprometimento no desenvolvimento da fala e gestos, déficit quantitativo na interação social e comunicação.

Normalmente o autismo afeta o público masculino, apenas 20% dos indivíduos autistas são do sexo feminino.

Apesar de na maioria das vezes aparecer nos três primeiros anos de vida da pessoa, nem sempre os pais conseguem identificar o transtorno, o que pode provocar atraso no tratamento e na melhora dos sintomas.

O portador de autismo tem dificuldade para se relacionar com outras pessoas, pois não são capazes de expressar seus sentimentos, gostos e emoções. Possuem também dificuldade em distinguir diferentes pessoas e dificilmente compartilha atenção com objetos ou acontecimentos – não fixam a atenção visual de forma espontânea e não conseguem atrair a atenção de outras pessoas para realizar atividades em grupos.

O tratamento fisioterapêutico tem sido procurado e podem

Sintomas pessoais e clínicos

Normalmente depende de um indivíduo para o outro, mas pode existir falhas em desenvolver relacionamentos com seus pares.

Frequentemente a percepção da existência dos outros pelo indivíduo encontra-se bastante comprometida.

Quanto à comunicação, pode haver atraso ou ausência total de desenvolvimento da fala. Em indivíduos que chegam a dialogar, pode existir um acentuado comprometimento da capacidade de iniciar ou manter uma conversação, com uso estereotipado e repetido da linguagem.

O comportamento, os interesses e as atividades dos indivíduos com autismo geralmente são restritos e nocivos. Os indivíduos podem insistir na mesmice e manifestar resistência ou sofrimento frente a mudanças banais.

Os movimentos estereotipados envolvem as mãos (bater palmas, estalar os dedos) ou todo o corpo (balançar-se, inclinar-se ou oscilar o corpo). Anormalidades de postura também podem estar presentes, por exemplo caminhar na ponta de pés.

Clinicamente as crianças com autismo convivem com déficits que comprometem a interação social, comunicação e flexibilidade no raciocínio. Além disso, elas podem apresentar comprometimentos motores que estarão presentes por toda a vida e que são passíveis de tratamento fisioterapêutico.

Desta forma, existe a decorrência do comprometimento das condições físicas e mentais do indivíduo, aumentando a demanda por cuidados, e consequentemente, o nível de atenção nos mesmo, exigindo assim, maior dependência dos pais e/ ou cuidadores.

Os problemas de comportamento representam as dificuldades que mais interferem na integração de crianças com autismo dentro da família e da escola, ou na adolescência e nos adultos na comunidade.

O autismo tem cura?

Ainda que não exista cura conhecida, o diagnóstico precoce e a rápida intervenção cooperam para diminuir a possibilidade de cronificação, aumentar as probabilidades de tratamento e minimizar os múltiplos sintomas.

Principalmente obtendo um atendimento de vários profissionais da saúde para proporcionar um trabalho completo e eficiente no individuo autista.

Tratamento Fisioterapêutico no Autismo

A fisioterapia pode atuar na ativação sensorial e motora e também na melhora da concentração e da memória.  No tratamento podem ser utilizadas bolas, jogos interativos e brinquedos pedagógicos.

Intervenções terapêuticas que atuam no estímulo sensorial têm mostrado efeitos positivos, além de intervenções visuais e auditivas.

O nível de gravidade do autismo é determinado pelo grau de autonomia, sabendo-se que o retardo mental compromete o desenvolvimento cognitivo e limita o potencial de prognóstico.

Contudo, utilizando-se um método de aprendizagem adaptado e apoio consistente, a pessoa com deficiência intelectual pode alcançar maiores níveis de autonomia ao longo do tempo, facilitando a socialização e maiores progresso nos tratamentos.

Dentre vários exercícios voltados para a melhora do autista, muitos fisioterapeutas trabalham com o método Bobath, responsável por resultados muito satisfatórios.

Importante salientar que tal técnica não surgiu para a intervenção no autismo, mas para casos envolvendo derrames cerebrais e paralisias infantis. No entanto, o método pode ser empregado em crianças e adultos também. 

Os fisioterapeutas entram com o método Bobath para a atuação em detalhes imprescindíveis na vida do portador de autismo, como o trabalho na coordenação. Além disso, a adequação do corpo a uma postura mais saudável é o ponto-chave da técnica Bobath. Ela é responsável por:

  • Dar simetria ao corpo;
  • Administrar as posições do indivíduo;
  • Estabelecer uma postura correta do tronco;
  • Promover alongamentos;
  • Trabalhar o tônus muscular.

É importante reiterar que cada caso é único, então os resultados só podem vir a cada um de forma única. O autista pode ter uma vida muito melhor quando as intervenções são realizadas por profissionais multidisciplinares e obtendo o auxílio do acompanhamento dos pais.

Importancia dos pais na vida do autista

Um detalhe que não pode passar despercebido é que o profissional de fisioterapia pode informar aos pais sobre os exercícios que são fundamentais para a criança realizar no seu dia a dia.

Dessa forma, pais e responsáveis podem gerenciar a execução dos exercícios feitos em casa, caso o terapeuta passe alguns deles para serem realizados no ambiente doméstico.

O fato de fazer as atividades dentro de seu lar, pode dar mais confiança ao portador. A familiaridade com o local é sempre um ponto positivo para o autista, além da interação e confiança em realizar movimentos e a busca do melhor progresso nas atividades diárias.

Conclusão

Assim, conclui-se que a fisioterapia é eficaz no tratamento pois com o uso dos exercícios proposto e de uma atuação multidisciplinar os autistas tornam-se menos dependentes de cuidadores e mais confiantes em sua socialização e realização de atividades.

Vale ressaltar que, infelizmente, ainda é escasso os estudos neste assunto. Portanto, é extremamente necessário a continuidade de pesquisas na área, aumentando o número de sujeitos e verificando os efeitos da fisioterapia nos diferentes graus de autismo.