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O Tratamento Fisioterapêutico na Síndrome de Down

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 45 milhões de pessoas possuem alguma deficiência física ou mental no Brasil, dessas estima-se que 300 mil tenham Síndrome de Down (SD), uma prevalência de 1 a cada 600 nascimentos.

A fisioterapia exerce significativa influência no desenvolvimento de pessoas com SD, pois além de melhorar o equilíbrio emocional e auxiliar nas deficiências motoras, ela também colabora para a inclusão social.

Nesse texto vamos falar da importância do tratamento fisioterapêutico na Síndrome de Down, os benefícios e a grande melhora que ela pode proporcionar nas vidas dos portadores desta condição. Vamos lá?

A Síndrome de Down

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A Síndrome de Down ou Trissomia 21 não é uma doença, é uma condição genética que faz com que o seu portador apresente uma série de características físicas e mentais específicas. Ela é considerada uma das mais frequentes anomalias dos cromossomos autossômicos e representa a mais antiga causa de retardo mental.

Geralmente os seres humanos possuem 46 pares de cromossomos, 23 recebidos pela mãe e 23 pelo pai. Porém, devido à uma alteração genética, as pessoas com Síndrome de Down possuem um cromossomo a mais, o par 21, totalizando em 47 cromossomos.

A Trissomia do cromossomo 21 foi a primeira alteração cromossômica a ser detectada no ser humano. Além disso, é a mais comum entre as alterações cromossômicas, com incidência de 1 caso a cada 600 nascidos vivos, independente de etnia, gênero ou classe social. Vale ressaltar que existe uma prevalência maior entre as mães com mais de 30-35 anos poderem ter seus bebês portadores desta condição genética.







Atualmente a expectativa de vida das pessoas com Síndrome de Down é cerca de 60 anos. Mas, tudo indica que a expectativa de vida das próximas gerações estará cada vez mais próxima das pessoas que não possuem a síndrome.

O diagnóstico da Síndrome de Down

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O diagnóstico geralmente é realizado pela aparência facial. No caso, é a associação de sinais discretos observados nos rostos dos pacientes que permitem o diagnóstico, principalmente nos recém-nascidos.

Porém, para não haver dúvidas, o diagnóstico definitivo é alcançado com o estudo cariótipo. Existem cerca de 50 características físicas exibidas pela criança com SD logo após o nascimento. São algumas:

  • Prega palmar única (prega simiesca);
  • Braquicefalia;
  • Pregas epicânticas;
  • Base nasal achatada;
  • Hipoplasia da região mediana da face;
  • Diâmetro frontooccipital menor;
  • Fontanelas anterior e posterior amplas;
  • Pescoço curto em relação ao não portador da síndrome;
  • Língua protusa e hipotônica;
  • Orelhas pequenas e subdesenvolvidas;
  • Fígado e baço grandes;
  • Presença de clinodactilia.

Contudo, destaca-se que nem sempre estas características estão presentes em todas as crianças portadoras de SD.

O trabalho da Fisioterapia na Síndrome de Down

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A fisioterapia pode colaborar especificamente para fortalecimento físico e o desenvolvimento motor da criança, ajudando a movimentar de maneira dinâmica.

No caso de crianças com Síndrome de Down que nascem com algum tipo de cardiopatia grave, por exemplo, qualquer exercício é contraindicado até que o problema seja tratado. Por isso, é importante ter um acompanhamento médico para ser orientado se é possível realizar a fisioterapia.

Como em todas as outras situações, a intervenção fisioterapêutica começa com uma avaliação minuciosa, com coleta de dados pessoais e sociais seguida por um exame físico completo.

Desde os primeiros meses de vida o tratamento de fisioterapia, juntamente com uma equipe multidisciplinar, ajuda o bebê com Síndrome de Down a percorrer as etapas de seu desenvolvimento motor, como por exemplo, controlar a cabeça e o tronco, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, andar e correr. Todas essas são fases que o bebê irá passar na vida, mas que com o auxílio do profissional ele poderá obter progressos eficientes durante o tempo.

O tratamento deve focar em particular no trabalho de equilíbrio, postura, lateralidade e a coordenação de movimentos, inclusive movimentos finos da mão. Algumas alterações graves do sistema locomotor precisam ser investigadas, devida a hipotonia e frouxidão ligamentar no seu corpo.

O fisioterapeuta nunca pode esquecer que tudo que se faz com a criança deve ser compartilhado com a família, pois eles precisam ter o treinamento adequado para participar nas ações fisioterapêuticas realizadas em casa, já que é onde o paciente passa a maior parte de seu tempo. Desta forma, a participação dos pais e familiares na fisioterapia é fundamental, tanto no sentido de troca com o terapeuta – os pais poderão explicar melhor o contexto em que a criança vive e relatar seu desenvolvimento, como para garantir a continuidade dos exercícios no dia a dia, incluída na rotina doméstica.

Conclusão

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Conseguimos perceber que é fundamental e importante que os profissionais da fisioterapia que estejam envolvidos com crianças portadoras de SD tenham total conhecimento científico sobre a síndrome, a fim de fornecer informações precisas e atualizadas para a família e oferecer o melhor atendimento fisioterapêutico ligado à uma equipe multidisciplinar.

O progresso da criança depende muito da dedicação de todos os envolvidos, pois quando bem estimulada, há grandes possibilidades de haver um desenvolvimento mais satisfatório e até chegar à idade adulta com relativo grau de independência.

Written by Raphael Zambelli Cintra

Raphael Zambelli Cintra

Pós graduando em Perícia Judicial e Assistência Técnica para Fisioterapeutas pela Universidade de Araraquara - UNIARA.
Ensino Superior Completo em Fisioterapia pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais - CEUCLAR.
Possui cursos complementares em:
Aperfeiçoamento de Ergonomia – INEAD.
Capacitação de Saúde do Trabalhador.
Pilates pelo VOLL Pilates Group com especialização no PILATES FITNESS – Ribeirão Preto SP.
Curso de Treinamento Funcional – Portal Educação.
Curso de Avaliação e Treinamento Funcional no Idoso – Ribeirão Preto SP.
Curso de extensão de Bandagens Funcionais Rígidas e Elásticas – Batatais SP.

Atua como Fisioterapeuta com Treinamento Funcional na Prevenção de Lesões.
Possui experiência com Elaboração do Projeto de Ergonomia na Fisioterapia do Trabalho para ser aplicado em pequenas e grandes empresas
Já trabalhou como voluntário em Hidroterapia na Clinica do Centro Universitário Claretiano, em Fisioterapia na UTI – Santa Casa de Batatais, em Fisioterapia na APAE de Batatais, em Fisioterapia no Hospital Estadual de Ribeirão Preto e em Fisioterapia na Fundação PIO XII – Hospital de Câncer de Barretos.
Além disso, também já atuou no Projeto de Fisioterapia Desportiva com atendimentos acompanhando as modalidades esportivas durante os Jogos da Educação Física – Batatais SP, tendo um amplo conhecimento na área da fisioterapia há 6 anos.

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