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Osgood-Schlatter: Como a Fisioterapia atua nesta Patologia?

Osgood-Schlatter: Como a Fisioterapia atua nesta Patologia?
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Que felicidade ter você aqui!

Hoje iremos falar sobre um tema no qual muitas pessoas têm dúvidas, seja  porque possui ou tem algum familiar com este problema: o Osgood-Schlatter.

Vamos então esclarecer sobre a origem do Osgood-Schlatter, os sinais e sintomas, a incidência e porque consequentemente os adolescentes são mais prevalentes para adquirir esta síndrome.

O que é Osgood-Schlatter

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Imagem retirada do site: adrianoleonardi.com.br

No decorrer dos últimos anos, houve o aumento de incentivo aos adolescentes para com a prática de uma grande variedade de esportes e competições de alto nível.

As vantagens decorrentes desta participação são: a melhora da sensação e bem-estar, do aparelho circulatório e respiratório, da força muscular, desenvolvimento do espírito esportivo, além das habilidades no convívio social.

Os ossos do corpo humano possuem um alto grau de rigidez por conta da sua função básica que é a proteção e sustentação, além de possuir grande participação em alavancas de movimento, na coordenação e na força, devido à contração dos músculos.

Entre as lesões que ocorrem na prática desportiva por crianças temos a patologia/síndrome de Osgood-Schlatter, que foi primeiramente descrita em 1903 por Osgood e atualmente acontece durante a adolescência em forma de tumefação, em torno do tubérculo tibial e do tendão patelar (LOVELL e WINTER, 1988).

Ou seja, é uma condição comum denominada de uma osteocondrite, onde se insere uma parte do tendão patelar. Em outra descrição que podemos citar, é definida como uma apofisite (inflamação da inserção tendínea) do tubérculo tibial, causada por inflamação ou ligeiro rompimento do tendão da patela em seu ponto de inserção no tubérculo tibial (RATLIFFE, 2000).

Uma das outras formas de colapso da apófise é por uso excessivo. O excesso de peso e esforço aplicado por um longo período de tempo neste local, pode resultar em alterações estruturais agudas, onde o organismo fica temporariamente incapaz de se recuperar.

Desta forma, a inserção apofisária pode desenvolver micro lesões no tendão e pode conter hemorragias associadas no tubérculo tibial onde, chamamos de síndrome de Osgood-Schlatter.

Incidência do Osgood-Schlatter

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Existem muitos estudos sobre o Osgood-Schlatter e grande parte dos autores, relatam o desenvolvimento da patologia na fase de rápido crescimento do ser humano, por volta dos 11 até os 15 anos de idade, sendo em média 13-14 anos para os meninos e 11-12 nas meninas.

A síndrome de Osgood-Schlatter ocorre principalmente em adolescentes que praticam esportes de impacto e quando são exigidas rápidas mudanças de velocidade como futebol, basquetebol, corrida, balé etc.

Esta síndrome é mais frequente no sexo masculino e ocorre na maior parte unilateralmente, mas não descartando o risco de acontecer bilateralmente também.

Apesar da maioria das literaturas pesquisadas serem singulares em relação à maior incidência desta lesão no sexo masculino, podemos dizer que no meio esportivo essa diferença quanto ao sexo pode estar começando a minimizar.

Isso porque atualmente, a procura dos esportes pelo sexo feminino vem aumentando gradativamente, além do aumento consequente da competitividade.

Para comprovação, existe um tipo de Osgood-Schlater (OS), que seria uma variante desta síndrome onde, se define por Síndrome de Sinding-Larsen-Johannson, na qual acomete a parte inferior da patela e é inserido o tendão patelar, acometendo principalmente o sexo feminino entre 12 e 15 anos que praticam atividades físicas de grande esforço físico.

Quadro Clínico de Osgood-Schlater

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Normalmente, pacientes portadores desta síndrome relatam algia no joelho, mais precisamente localizada no tubérculo tibial (dois ou três polegares abaixo da patela), obtendo o inchaço, que piora com a realização da atividade e alivia com o repouso.
Pode-se notar também uma saliência sólida e dolorosa logo abaixo do joelho, que é sensível ao toque, além de dificuldade de permanecer muito tempo com apoio ao joelho (ajoelhado), ou sem apoio (agachado).

Diagnosticando a Síndrome de Osgood-Schlater

O diagnóstico da patologia de Osgood-Schlatter, geralmente é determinado

clinicamente, mas pode também ser diagnosticada através de alguns exames solicitados pelo médico em questão,  tais como: raios-X, ressonância magnética e cintilografia óssea para que outras patologias sejam excluídas.

Aprofundando um pouco mais nos achados radiológicos realizados no joelho, quando o raio –x tirado da região em perfil apresentar laudo de normalidade ou apenas uma tumefação das partes moles, está sendo indicativo de fase inicial da síndrome.

Já quando observarmos uma irregularidade da fragmentação da apófise, indica que a mesma esta na fase moderada. E por fim, quando a doença esta na fase avançada, verifica-se que há um ossículo intra-tendinoso, podendo ser analisado no exame.

Possíveis Complicações da Patologia

Osgood –Schlatter pode obter algumas complicações. A mais comum é a não união do tubérculo na tíbia. Essa é a causa da persistência dos sintomas na vida adulta e desta forma, o fragmento não unido deve ser removido.
Uma outra sequela menos comum, porém importante de ser relatado, é a fusão prematura da extremidade anterior da epífise tibial superior, o que leva a genu recurvatum (hiperextensão de joelho).

Quando a incapacidade é prolongada, a patela pode se tornar alta e a sua superfície articular fica sujeita a constantes traumas e resultando em osteoartrite, onde se acredita que provenha de uma ossificação separada, que não se uniu à epífise proximal (TUREK, 1991).

Tratamento Fisioterapêutico da Patologia de Osgood-Schlater

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A fisioterapia tem um papel fundamental neste quadro, podendo participar com modalidades para aliviar a dor e com exercícios para preservar a força muscular de membros inferiores, principalmente do músculo quadríceps, além de promover a boa forma física durante o período de recuperação do paciente.

Nos artigos literários são unânimes, sobre os alongamentos de membro inferiores, com foco na região dos músculos isquiotibiais e do quadríceps, pois frequentemente apresenta-se encurtamento nos casos de lesão de Osgood-Schlatter, reforço da musculatura extensora do joelho para restaurar o apoio e equilíbrio patelares, aplicação de gelo nas fases agudas ou após as atividades esportivas, ou de grande esforço na região do joelho.

Recursos para o Tratamento de Osgood-Schlater

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Existem recursos que o fisioterapeuta pode manusear durante o tratamento que, possivelmente possam vir a contribuir no tratamento do paciente com a lesão de Osgood-Schlatter, pelos seus efeitos fisiológicos e eficiência nos tratamentos.

Laserterapia: Os efeitos do “laser” nos tecidos que são encontrados na literatura existem entre eles analgesia, e redução do edema. O laser fisioterápico é produzido por uma mistura de hélio/neônio, onde produz uma luz vermelha e a infravermelha não produz luz. Por esta questão são diferentes das outras formas de luz, porque é monocromático (apenas um comprimento de onda).

Sendo assim, o raio de luz é estreito, paralelo e uniforme. As ondas deste laser são idênticas, superpondo-se umas as outras e, portanto, dando um efeito de amplificação.

Tens: A estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS), consiste em uma corrente de baixa frequência e esta forma de terapia é vastamente estudada na literatura quanto a seu efeito analgésico na síndrome de OS.

US (Ultra Som): O US é um auxiliar importante devido aos efeitos fisiológicos proporcionados pela diminuição do processo inflamatório e o efeito cicatricial. Quando o ultrassom penetra no corpo, pode exercer um efeito sobre as células e tecidos imediatamente por meio de dois mecanismos físicos: térmico e mecânico.

Alongamento: Na fisioterapia, alonga-se propositadamente um músculo tanto para se manter como para se readquirir seu comprimento normal de repouso, isto é realizado sobre músculos relaxados (LIPPERT, 1996).

Desta forma para que haja amplitude de movimento normal, é necessário haver mobilidade e flexibilidade dos tecidos moles que estão em volta da articulação.

Para executar a maioria das atividades cotidianas funcionais, assim como atividades ocupacionais e recreativas, é necessária geralmente uma amplitude de movimento sem restrições e sem dor também, então a flexibilidade dos quadris e membros inferiores é importante para a eficiência na maioria das atividades.

Quando um músculo está encurtado ele não possui alongamento devido ao não desenvolvimento de toda sua potência. Ao ser ativado para contrair poderá limitar a amplitude de movimento. A perda da flexibilidade, independente da causa, pode provocar dor, originando-se no músculo, tecido conectivo, ou periósteo, o que levará a uma diminuição da força muscular (KISNER e COLBY, 1998).

Curiosidade sobre o Osgood-Schlater

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Existem estudos que relatam que pacientes com a síndrome de Osgood Schlatter possuem alterações posturais, uma leve flexão de joelho na posição ortostática (em pé), protusão de ombros (ombros para frente) e consequentemente, um aumento da cifose torácica, além de encurtamentos musculares decorrentes a má postura, o que acarreta em uma ação muscular pouco produtiva e menos eficiente ao longo do tempo.

Conclusão

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Pode-se concluir e destacar ao final deste texto a importância da conduta fisioterapêutica no tratamento da patologia/sindrome de Osgood-Schlatter, já que se pode utilizar de diversos recursos disponíveis para alivio da dor, além de exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, desta forma obtendo uma ótima recuperação.

O paciente espera um auxílio no alivio da dor, e sendo assim, o fisioterapeuta deverá realizar o máximo possível para promover um bem-estar físico mental e às vezes até mesmo social na recuperação deste paciente.

A respeito desta síndrome relatada, um tratamento adequado e com orientações corretas, é de grande valia para que o paciente não tenha que se limitar da prática esportiva por tempo prolongado e não perca seu condicionamento físico, além de evitar com isso complicações futuras na vida adulta.

Podemos dizer ainda que os estudos são bem contraditórios no que diz respeito à etiologia da lesão de Osgood-Schlatter (OS), tendo várias definições. Além disso, existe também a ressalva de vários profissionais na área de que deva sempre existir mais estudos tratando deste tema, visto que são casos que frequentemente surgem nas clinicas de fisioterapia e também afetam adolescentes com uma faixa etária onde o corpo está em desenvolvimento.

Com maiores praticantes nos esportes e em busca de uma vida saudável, é sempre válido ter mais estudos e averiguações sobre tratamentos, técnicas e novas descobertas para esta síndrome.

Espero que tenham gostado do tema apresentado neste mês no blog, mais uma vez me deixo à disposição para quaisquer duvidas, dicas e comentários, ou também assuntos sugeridos sobre a Fisioterapia.

Então como de costume, venho deixar uma mensagem de reflexão a todos os leitores: Fisioterapia é acreditar sempre, desistir jamais e diante de todas as adversidades, buscar encontrar novas possibilidades para então assim, alcançar o que era considerado impossível.

Written by Raphael Zambelli Cintra

Raphael Zambelli Cintra

Pós graduando em Perícia Judicial e Assistência Técnica para Fisioterapeutas pela Universidade de Araraquara - UNIARA.
Ensino Superior Completo em Fisioterapia pelo Centro Universitário Claretiano de Batatais - CEUCLAR.
Possui cursos complementares em:
Aperfeiçoamento de Ergonomia – INEAD.
Capacitação de Saúde do Trabalhador.
Pilates pelo VOLL Pilates Group com especialização no PILATES FITNESS – Ribeirão Preto SP.
Curso de Treinamento Funcional – Portal Educação.
Curso de Avaliação e Treinamento Funcional no Idoso – Ribeirão Preto SP.
Curso de extensão de Bandagens Funcionais Rígidas e Elásticas – Batatais SP.

Atua como Fisioterapeuta com Treinamento Funcional na Prevenção de Lesões.
Possui experiência com Elaboração do Projeto de Ergonomia na Fisioterapia do Trabalho para ser aplicado em pequenas e grandes empresas
Já trabalhou como voluntário em Hidroterapia na Clinica do Centro Universitário Claretiano, em Fisioterapia na UTI – Santa Casa de Batatais, em Fisioterapia na APAE de Batatais, em Fisioterapia no Hospital Estadual de Ribeirão Preto e em Fisioterapia na Fundação PIO XII – Hospital de Câncer de Barretos.
Além disso, também já atuou no Projeto de Fisioterapia Desportiva com atendimentos acompanhando as modalidades esportivas durante os Jogos da Educação Física – Batatais SP, tendo um amplo conhecimento na área da fisioterapia há 6 anos.

244866-F / CREFITO-3

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