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Dicas de como realizar um Tratamento Eficaz para a Coluna Vertebral

Dicas de como realizar um Tratamento Eficaz para a Coluna Vertebral
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Realizar o tratamento eficaz de um paciente com problemas na coluna vertebral não é uma tarefa fácil, até porque para cada caso, e necessário uma maneira específica para a reabilitação.

Além disso, é importante que o fisioterapeuta faça uma boa avaliação e realize um tratamento eficaz de acordo com as reais necessidades do paciente.

Pensando nisso, preparamos este texto com 7 dicas incríveis para que você possa realizar um tratamento eficaz em seus pacientes com patologias na coluna. Continue lendo e confira!

Dica 1: Proteja a Coluna Vertebral

Ao fortalecer a coluna vertebral através de movimentos específicos, você colabora para o aumento da proteção, isso pois trabalhando o fortalecimento dessa região você atua diretamente na musculatura do tronco como reto abdominal, oblíquos interno e externo, quadrado lombar, mais profundamente, transverso abdominal, multifidos e paravertebrais, além dos glúteos máximo, médio mínimo e assoalho pélvico.

O músculo transverso abdominal é dos principais músculos do power house e o seu fortalecimento aumenta a pressão intra-abdominal fazendo com que haja uma descompressão nas vertebras lombares, por promover o crescimento axial.

O princípio da respiração associado ao princípio da centralização do método Pilates por exemplo, aumenta o nível de ativação dos músculos abdominais em relação ao mesmo exercício sem a realização da mecânica respiratória exigida no método durante o mesmo exercício.

Partindo deste conhecimento, podemos concluir que para uma ativação efetiva do power house dar-se a partir da respiração realizada corretamente de acordo com o método Pilates, sendo que um princípio esta intimamente ligado ao outro para o êxodo da execução do método Pilates.

Dica 2: Desenvolva Movimento Fisiológicos da Coluna Vertebral

Manter todos os movimentos fisiológicos que o corpo possui, torna-se de suma importância para a evolução do paciente. Quando limita-se estes movimentos, promove-se a fraqueza muscular, rigidez articular e inaptidão física, prejudicando o funcionamento fisiológico dos sistemas corporais. Sendo assim é importante manter todos os movimentos fisiológicos para promover a qualidade de vida.

Os movimentos realizados ao decorrer do dia podem levar a lesões caso as estruturas corpóreas não estejam preparadas para realizá-los, sendo assim, é necessário realiza-los de forma adequada e com a percepção corporal necessária para evitar o risco de lesões que podem levar a redução na qualidade de vida e prejudicar a independência funcional.

Dica 3: Descubra o Desiquilíbrio Musculoesquelético

Quando colocamos carga em um exercício para um indivíduo que execute o movimento apresentando compensações posturais durante sua execução, a tendência é aumentar tal desorganização postural, mesmo que estes movimentos estejam sendo feito de maneira correta.

Se aquele segmento corporal encontra-se em desalinhamento o exercício proposto perderá sua eficácia, podendo levar a uma piora do quadro clínico ou, até mesmo, promover lesão em outros tecidos.

O desalinhamento postural causado pelo desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação, isto é, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista.

Alguns grupos musculares apresentam uma predisposição natural ao encurtamento. Embora não exista uma explicação para isso, acredita-se que exista correlação com a posição fetal.

Dentre os músculos que sabidamente tendem ao encurtamento, destaca-se: eretores espinhais, quadrado lombar, tensor da fáscia lata, piriforme, retofemural, gastrocnêmio e sóleo, peitoral maior, trapézio superior, elevador da escápula, esternocleidomastóideos e escalenos; enquanto seus antagonistas diretos tendem ao estiramento.

A chave principal para o sucesso no tratamento eficaz, é você descobrir onde está o problema do seu paciente.

Dica 4: Entenda os Fatores Biopsicossociais

Com os dias cada vez mais corridos e a pressão que diversas pessoas sofrem no seu cotidiano, algumas lesões acabam sendo resultado de distúrbios emocionais. Situações de estresse podem fazer com que o corpo responda a estes estímulos sofridos ao longo do dia.

Isso não significa que as lesões são provenientes de estresse psicológico, incômodos sentidos onde não existam lesões, nem motivos físicos para as queixas. Essas dores provenientes do estresse são lesões que, realmente, trazem algum prejuízo para o corpo.

As pessoas mais tensas, estressadas, preocupadas, nervosas, tendem a ter um corpo mais rígido, com músculos mais contraídos do que o necessário. Essa contração faz com que os músculos suportem menos cargas, além de perderem a elasticidade e a resistência, podendo ficar mais dolorido e naturalmente com maior chance de lesão.

Devido a tensão causada pelo estresse na musculatura ao redor das costelas, desses indivíduos a mecânica respiratória fica prejudicada. Sendo assim, é importante entender os fatores emocional de seu paciente para entender a causa de seu problema e então realizar um tratamento eficaz.

Dica 5: Respeite os Limites de Seu Paciente

Muitos profissionais de Fisioterapia se perguntam se podem utilizar o método fisioterapêutico em um indivíduo com dor aguda. A fisioterapia pode ajudar de forma eficaz todos aqueles que estão sofrendo em crise de dor, porém esse trabalho deve ser muito cuidadoso e adequado para que não haja um agravamento no quadro inflamatório.

Os movimentos devem ter uma amplitude pequena no primeiro momento. A primeira, segunda e terceira repetição pode apresentar um pouco de dor, mas ela deve diminuir e desaparecer conforme o corpo se movimenta. Caso a dor esteja aumentando o movimento deve ser trocado ou adaptado.

Dica 6: Avalie o Paciente por Completo

O grande erro é quando o fisioterapeuta foca apenas no local da dor de seu paciente, ou seja, quando o mesmo chega com uma dor local e o profissional foca apenas em trabalhar a musculatura envolvida desta articulação.

O fisioterapeuta deve olhar para o corpo como um todo de forma bioposicossocial, pois há por exemplo pessoas que possuem lesão na articulação do ombro, mas que a causa é uma falta de mobilidade do quadril e, que por conexão das cadeias musculares acabam tencionando a musculatura do ombro.

A região lombar pode ser afetada por desequilíbrio de cadeias musculares distantes como por exemplo entorse de tornozelo ou mesmo uma lesão ligamentar no joelho, que levará por mecanismos de compensação devido a conexão das cadeias musculares o tensionamento dos músculos da região lombar gerando dor nesta musculatura.

Dica 7: Discipline seu paciente

Podemos ressaltar que para um resultado eficiente no tratamento eficaz das lesões da coluna é necessário:

  • Respeitar o número de repetições de cada exercício;
  • Respeitar os limites de carga;
  • Respeitar a frequência de tratamento;
  • Ter pontualidade para o atendimento correr de forma fluída e dentro da rotina planejada do ambiente de tratamento, para que a sessão seja totalmente utilizada.

Conclusão

O tratamento eficaz das patologias da coluna vertebral é algo gradativo, onde a melhora é conquistada com o tempo. Porém para que essa reabilitação ocorra de maneira eficaz, é importante que você como fisioterapeuta realize lembre-se de avaliar antes o seu paciente e realizar os movimentos conforme a sua real necessidade, atendendo seus objetivos.

 

 

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